quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Considerações sobre o Forn Sidr: Tribalistas, Universalistas, Folkish e os Outros


Considerações sobre o Forn Sidr:
Tribalistas, Universalistas, Folkish e os Outros



Háils Odinistas, Asatru e Forn Sidr!!!


Este texto, orgulhosamente, não está escravizado aos ditames da “A.B.N.T”, posto que ao mesmo tempo em que fixa a necessidade de estipulação de regras e metas, ao mesmo tempo, e como diria o sábio “Gai” do “Shurato”, glorifica o corpo externo de tudo que é submetido a estes ditames, para que a alma do que ali é estipulado, seja somente um adereço do corpo.

No decorrer destes mais de dez anos de prática de tradicionalismo germânico, estudando todas as suas vertentes, entendendo como funciona o pensamento dos universalistas, dos tribalistas, dos folkish, e para os que acreditam que estes folkish são os racistas, dos legítimos “sectaristas”, que em verdade estão à parte dos folkish, que não atacam outras pessoas, e que apenas querem viver sua religiosidade, exclusivamente ligados a pessoas de seu próprio povo. Vi um tão grande número de terminologias, de formas realmente tradicionais, de resgates modernos que ao mesmo tempo são necessários, de vilipêndios praticados a tradições e símbolos, de insultos a personalidades antigas e modernas, que não poderia ser possível outra coisa que não o meu maravilhar, embora que permeado por tristeza.

Vi o nascimento, ou aprendi sobre a existência de movimentos que são em sua essência apenas o grasnar tolo, de pessoas que sequer percebem estar cavando o túmulo das tradições de cunho germânico, nórdico ou não, pelo “estupro” das mesmas, com a adição de elementos que nada tem em comum com estas, e que pouco a pouco vão às substituindo, revelando então sua origem cabalística. Esse tipo de situação nasce de uma concepção que até os momentos mais presentes, não havia sido percebida inclusive pelos mais zelosos praticantes de tradições germânicas, ou seja, a distinção entre o “ütlendr” e o “thurse”, que embora sejam vistos como a mesma coisa, nos tempos antigos não o eram. Pois mesmo que Thor seja saudado com o famoso “Saúdo Thor o vermelho, poderoso inimigo do cristo branco invasor!”, nos tempos antigos, nos tempos do “forn sidhr”, nada se sabia sobre allah, cristo, yaveh ou el, e tão somente como “Thurses”, conhecidos na tradição ou não, eram chamados todos os “gigantes”, os invasores.

Com o advento da invasão monoteísta, e de sua necessidade cada vez maior de absorver terras, e pessoas, tal é o fato de que esta “bolha psíquica”, este “estômago inchado e insaciável”, inventado por um golpe político religioso desde Akhenaton, sobretudo no que tange ao genocídio perpetrado por Josias e seus seguidores, já nas terras do que foi chamado judah, insuflado por outros golpes políticos religiosos, sob o nome de cristo, e atingindo seu infame ápice com Maomé e seu “Allah”, que Salmon Rashid corretamente traduz como “O Destruidor”, em seu famoso “Versos Satânicos”. Os povos nórdicos e germânicos, passaram a tachar de “Thurse” a “cristo”, assim como a “allah”, e mesmo a “yaveh ou  el”, pois com podemos testemunhar de forma racional e lógica, é justamente a qualidade de desintegração da sociedade e família germânica e dos povos nórdicos em geral, assim como a estipulação da erradicação de seus templos, tradição, religião e costumes, que estes invasores e seus acéfalos seguidores, trazem consigo.

Mas, fica evidente que não se pode comparar algo que perfaz unidade, mesmo que da ordem do antagonismo natural de um sistema perfeito em si mesmo, com algo que provem de uma demência coletiva, ou se preferirem, de uma possessão em massa, gerando uma legião de zumbis, destrutivos e inimigos da humanidade, muito similar àquela descrita no texto “Ragnarokk”, quando retratamos o exército dos mortos do Hell, que vem no barco com Loki ao timão. Alguns exemplo disto podem ser vistos na relação de Mimir, Skad, Bolthorn, Bestla, Ran, Hlër, Loki, Gard, Hresvaelg, Verdfolnir, Vafthrudenner, entre tantos Eotin e Hrimthursar, que diretamente são vistos como benevolentes ou diretamente envolvidos em situações positivas e construtivas, de acordo com a tradição germânica. Estes “Jotun” sempre fizeram parte da tradição germânica, eles fazem parte do “forn sidhr”, a sua própria maneira e não se pode apartá-los da tradição que cita os Aesires e Vanires.

Contudo, quando lidamos com coisas como “cabala”, “yaveh”, “el”, “adão e eva”, “allah”, “alcorão”, “bíblia”, “talmud”, “torah”, “gnose”, “hermetismo” ou “ocultismo em geral”, estamos lidando com coisas que sequer eram supostas como existentes, e que estavam no campo do que jamais seria sequer citado como assunto de uma conversa, moral, engraçada, intelectual, religiosa, sarcástica, sexual ou cotidiana. Essas coisas sequer estão situadas entre o que se convenciona chamar como “Thursar”, elas são alienígenas em todos os sentidos, a vida, as famílias, ao sangue, a tradição, a região, a religião, a moral, a ética e a sociedade germânica ou nórdica, dos tempos antigos. Essas coisas são legitimamente merecedoras do termo funesto “ütlender”, ou seja, “estrangeiro”, e que devem receber o epíteto “fjand”, ou seja, “inimigo”, pois como pode ser visto acima, e como a história inclusive recente nos tem mostrado, “fjand” é o que verdadeiramente os define, pois tramam os seus adeptos, seus mestres e seus advogados pelo fim irrevogável da tradição, em prol do “universal”, “global”, “sincrético” e “eclético”, encabeçado pelos que estão abertamente ou não ligados ao monoteísmo, ou sua suposta ideologia universalista.

Assim sendo, o movimento “Universalista”, é nada mais do que a porta que se abre para o fim da tradição germânica, e as coisas que importam seus usos, supostamente pensadas como sendo um passo além, um passo evolutivo, uma modernização técnica, nada mais são do que “legítimos tratados políticos em prol dos inimigos”.

Do mesmo modo, testemunhar a batalha incessante do direito a execução ritualística, pela imputação da alcunha de racista para quaisquer pessoas que o sejam que venham a discordar da potencial possibilidade de abertura, para todo e qualquer ser que aceite um contrato de adoção, no qual esteja claro que a pessoa declarará representar a religião, o povo e a cultura de um certo local, mesmo que ela não tenha traço algum de atavismos que a vincule com aquele local, encerra em si mesmo o problema de que a pessoa está afirmando que não gosta de todos os seus ancestrais, ou de que ela prefere apenas e tão somente uma parte dos seus ancestrais, e que se aparta do restante dos mesmos, pois eles são “inimigos” ou os representam – como acima pode ser identificado na expressão do termo “fjand”. O que também nos leva a questão do quanto a pressão psicológica disto, e bem como, a quanta pressão de modificação psicossomática a pessoa que firma este contrato de adoção, pode suportar, para ao final desencadear a importação psíquica – pois é disto que se trata a adoção ritualística – dos padrões de ser provenientes de um certo grupo específico, e por fim causar a aproximação maciça psicológica, física e mental, que venham a moldar ao mais próximo possível, até mesmo suas informações atávicas, suas informações inclusive genéticas, para que a tônica de vibração que se pleiteia, venha a ser atingida, ou imitada por aproximação?

Um caso curioso, por exemplo, sobre os “sectaristas puristas”, que se distinguem dos que são chamados de “folkish”, advém do fato de que chegam ao extremo de zelar pela presença maciça de pessoas que sejam similares fisicamente a apenas um determinado grupo racial, ou melhor, uma determinada etnia dentro de um determinado grupo racial, lembrando sempre que a espécie é humana, as raças podem ser branca, negra, asiática ou indígena, mas cada uma delas tem imensas quantidades de etnias, e rejeitam inclusive contato ou troca de informações com pessoas diversas, mesmo que do mesmo grupo racial – como cita a biologia – mas que sejam, por exemplo, “dinarid” e os demais “nordid”. E, em se tratando deste assunto, ao levarmos em consideração os “folkish” mais conhecidos, nenhum deles faz ou fez declaração alguma que viesse a humilhar qualquer pessoa que o seja, de qualquer raça que o seja, a exceção daquilo que é ponto passivo do “forn sidhr”, ou seja os “fjand”, eles simplesmente vivem e se mantém em contato religioso e as vezes comunitário, com pessoas de seu mesmo grupo racial, mas não necessariamente apenas de um mesmo grupo étnico em meio a este grupo, e assumem a postura de que não vão interferir com grupos ou pessoas, desde que não interfiram com seu grupo ou pessoas, e com o fato de serem conservadores, sobretudo familiarmente falando – algo que os aproxima muito de muitos dos “tribalistas”, os que atuam sob a metodologia da adoção ritualística.

E temperando todo este relato, retornando ao ponto supracitado, vemos que um novo tipo de racismo tem sido fomentado, e largamente alimentado por pessoas que estão sendo manipuladas por discursos distorcidos que advém dos relativistas, sociólogos, marxistas culturais e outros, onde qualquer pessoa que advogue a base familiar em que estejam presentes um casal heterossexual e seus filhos, e que seja conservador, ou que admita qualquer probabilidade de exatidão em qualquer parte do discurso dos “folkish”, é chamada de “racista”, ou de “nazista”. Isso tudo ocorrendo em meio a um frenesi furioso, onde os “universalistas” e os “tribalistas” unem forças, contra o mal absoluto, independente do que possa ou não vir a ser aquilo que venha a ter sido dito.

Isto tudo em meio a um tumulto, que já tem décadas de existência, de onde somente os “fjand” retiram vantagem e lucro para si, valendo-se dos “universalistas” como porta de entrada de sua ideologia, que materialista ou monoteísta, é sempre “globalizante”, ou seja, “em si mesma universalista”.

Desgosto vem à boca de qualquer um, ao decorrer de certo tempo, que esteja atento o suficiente e que perceba estes círculos repetitivos de erros e de fatos, que terminarão com a vitória dos universalistas, e a erradicação da tradição germânica, no final, pois a lógica dita que com a eliminação da população nativa, a população que vem a ocupar, vem a adaptar, e ao adaptar vem a modificar, e ao modificar vem a excluir, e ao excluir vem a tecer novos parâmetros que ao contrário de levar alguém em direção a algo, traz algo mais próximo ao alguém, nivelando o código e os símbolos para refletirem o novo povo, e não o contrário, e alterando por fim nomes, lugares e textos, para adequar aos novos “paradigmas”, como gostam de citar os “aculturadores” por excelência, os sociólogos, os quais devem refletir os anseios universais do novo povo, e não os anseios exclusivistas do antigo povo, seu exclusivista código das nove virtudes, seu exclusivista código de ética e de conhecimento presente no Lore germânico, e seu exclusivista código presente no Grimmnismäl ou Vafthrudnismäl, entre tantos outros. Tudo isso deve ser revisto, reorientado e readequado para ser universal e usado por quem quer que o seja, e da forma que esta pessoa quiser que seja usado. Tudo isso em nome da liberdade.

Em verdade, inexiste problema com o “tribalismo”, apenas que deve ser sincero ao tratar da difícil tarefa que os que são adotados, terão pela frente, que pelo esforço os brindará com o que estão almejando, mas que será rancoroso o produto final, em caso de fracasso. Contudo, o quanto brilhará qualquer pessoa que, vingando seu titânico planejamento, metódico hábito e divino trabalho, no ato de conquistar, por fim, o intento do “innergard”, interna e externamente? Simplesmente, e simbolicamente, nove vezes mais do que o tanto que sucumbiria em escuridão e autocomiseração, o tolo da ocasião que por irresponsabilidade, futilidade ou modismo, intentasse em uma aventura asatrua ou odinista.

Em verdade, inexiste problema com o “folkish”, uma vez que este defende a subsistência física e espiritual, do que o “tribalista” busca desencadear a partir do espiritual para o físico, sendo que um ao não interferir geograficamente ou filosoficamente com o outro, vem a ser complementares e potencialmente positivos entre si. Do sumiço ou erradicação do “folkish”, adviriam em primeiro lugar os textos, imagens e afirmações do quão nocivos eram estes, e do quanto impediram o avanço do “forn sidr” pelo mundo todo. Em segundo lugar, as afirmações do quão errado é ser sectário, e usar símbolos que apartam os adoradores de seu povo, inclusive que as imagens dos deuses e deusas, salvo a dos “Jotun”, devem ser modificadas para aproximar-se mais da imagem do povo que modernamente os adora, sendo que já os “Jotun”, por representarem os “fjand”, e serem como o gelo, e, portanto, brancos como a neve, devem ser mantidos como estão. Em terceiro lugar, viriam, após poucas décadas, as afirmações que a manutenção de algo que separa o povo, e que não pode se valer das vantagens simbólicas de combinação com outros estilos de palavras, e meios e modos que provém de outras partes do mundo, torna o sistema fraco ou atrasado, sendo inclusive ofensivo aos seus adoradores, pois estes representam um povo de fontes diversas, e assim sendo também deve ser desta forma o estilo religioso presente no caminho, onde, por exemplo, “Xangô” e “Thor” não sendo mais tão diferentes, podem ser apenas expressões da mesma coisa, demonstrando assim a validade e vitalidade do que é universal. E por fim, os universalistas e os que estão por trás dos mesmos, fincariam as bandeiras de suas mesquitas, igrejas, sinagogas, ou quaisquer outros termos que forem preferidos.

Desta forma, e não sem tristeza acalentada nestes mais de dez anos, concluo esta simples e direta análise.



Áistan Falkar ( a.k.a Grimmwotann/Thul Alger)

Bolthorn leyndärmal er mit.

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