terça-feira, 11 de setembro de 2012

Havamal: O Verbo do Altíssimo


Hävamal :
O Verbo do Altíssimo
Por: Aistan Falkar - Thul alger


Apresentação:
Este texto se propõe a comprovar que “...As Palavras do Altíssimo...”, o Hävamäl, vai muito além de ser uma compilação vinculada a dados bíblicos – como os provérbios e cantares por exemplo - sob alcunha nórdica, onde Odin foi associado pelo pensamento de alguns com a figura de cristo – algo realmente torpe -  como alguns supostos autores e adulterados históricos chegam a mencionar como é o caso de uma análise torpe presente no trabalho de Kimberley Christine Patton, chamado de  “...Religião dos deuses: paradoxo e ritual...” – da Oxford University – onde no capítulo 7, é feito um paradoxo do deus dos cristão com Odin:  "...Eu levarei para mim mesmo: O Odin nórdico e o Divino auto sacrifício...", associando o sacrifício xamânico de Odin na Yggdrasil, com o imolar de cristo na cruz.
Em verdade, o maior propósito deste trabalho, consiste em demonstrar a presença e o poder de Odin, vivos nos versos do Hävamäl.


Ìndice:

Capa e Apresentação........................................Página 1

Índice.....................................................................Página 2

As palavras de Odin, gravados no advento do Hávamál......página 3

Anagramas ocultos na escritura do Hävamäl............Página 8

Hävamäl: O Espírito em forma de Palavras...Página 12

Hávamál..............................................................Página 15

Hävamal Tradução............................................página 43

Bibliografia.........................................................Página 55




As palavras vivas de Odin, gravados no advento do Hävamäl:
O Hávamál , é uma palavra que significa provérbios do Grandioso, ou “...Palavras do Altíssimo...”, e é  apresentado como um único poema na Edda Poética, uma coleção de poemas antigos nórdicos desde a era Viking. O poema, em si é uma combinação de diferentes poemas muitas vezes sentencioso, apresentando conselhos para condução de uma vida adequada e plena de sabedoria sabedoria.
Os versos são atribuídos a Odin – também conhecido como Wodanaz em proto-germânico, Óðinn em Old Norse, Wōden em Inglês Arcaico, e bem como pelo seu mais antigo nome Gaut, na região de Gothland perto de Jutland – o qual por é referido no início do termo por um de seus títulos Här – O Altíssimo, ou, O Grandioso.
A maior parte do Hävamäl está composta no estilo de métrica poética do Ljóðaháttr,, um sistema métrico poético que associa verso e sabedoria, de tal forma que o Hávamál é tanto  prático como metafísico,  em seu conteúdo.
Ao final dos conselhos dentro do próprio Hävamäl, é encontrado o Rúnatal, um relato detalhado expressando  como Odin venceu a morte em um ritual xamânico e conquistou  as Runas – os mistérios -    e o Ljóðatal, uma lista de cânticos mágicos ou magias – e o fato de ambos serem separados uns dos outros, demonstra em si mesmo um dos grandes mistérios do conhecimento ligado ao texto em si.
A única fonte de sobrevivência Hávamál, liga-o ao século XIII, no  Codex Regius.
 A parte que trata da conduta ética - o Gestaþáttr-  era tradicionalmente identificada como a porção mais antiga do poema Bellows  em 1936 da era vulgar,  identifica como o núcleo do poema uma "...coleção de provérbios e sábios conselhos..." a qual data um momento muito antigo, contudo  que, pela natureza da tradição oral, nunca teve uma forma fixa ou extensão.
 Versos ou estrofes individuais, no entanto, certamente datam a escrita do Hävamäl em torno do século X, chegando mesmo até o século IX, como pode ser visto na linha “...deyr Fé, deyja frændr...” - "...gado morre, os parentes morrem..." -  encontrado nos versículos 76 e 77 do Gestaþáttr, que correspondem ao menos  até à data do século 10, como também ocorre no Hákonarmál por Eyvindr skáldaspillir.
“...As Palavras do Altíssimo...” foi  editado em 165 estrofes por Bellows ( em 1936). Outras edições contém 164 estrofes, combinando estrofes de fole de 11 e 12, pois o manuscrito  abrevia as duas últimas linhas do estrofe 11. Alguns editores chegaram a combinar as estrofes  163 e 164.
No Hávamá, os poemas são tradicionalmente tomados de forma a serem encontradas ao  menos cinco partes independentes:
O Gestaþáttr, ou Hávamál propriamente dito - estrofes entre 1 e 80 - uma coleção de provérbios e sabedoria  e uma dissertação sobre a infidelidade das mulheres - estrofes de 81 à 95 - prefaciando um relato da história de amor de Odin e filha de Billingr  - estrofes de  96 à 102 -  e a história de como Odin conseguiu pegar o hidromel da poesia – Mead da Sabedoria – o qual estava em poder da filha de Suttungr, a donzela Gunnlod  - estrofes de 103 a 110 – há também o  Loddfáfnismál  - estrofes de  111 à 138 -  uma coleção de versos sentenciosos semelhantes ao Gestaþáttr, dirigida a um certo Loddfáfnir e que dão conta de como apreender para si os favores da Corte no Allthing e por fim o centro religioso do texto em o Rúnatal – estrofes de 139 à 146 -  um relato de como Odin transcendeu a morte e conquistou  as Runas, o qual é um introdutório ao Ljóðatal – estrofes de  147 à 165 -  uma coleção de encantos.
O Gestaþáttr é a primeira seção, e nele os estrofes de 1 a 79 compreendem um conjunto de máximas de como lidar consigo, como se comportar quando for um convidado e for viajar, com particular incidência nas relações entre anfitriões e convidados e na sabedoria sagrada de reciprocidade e de hospitalidade, um fator extremamente caro para os Odinistas.
O Loddfáfnismál  - estrofes  de 111 à 138 -  é sentencioso, lidando com a moral, a ética, a ação correta e códigos de conduta.
Já o Rúnatal ou “...Canto de Odin...” – “...Rúnatáls-þáttr-Odins...”  nas estrofes de 138 à 146 – é  uma seção do Hávamál, onde Här  revela as origens das Runas, sendo que nos estrofes  138 e
138 Veit ec at ec hecc
vindga meiði a
netr allar nío,
geiri vndaþr
oc gefinn Oðni,
sialfr sialfom mer,
a þeim meiþi,
er mangi veit,
hvers hann af rótom renn.

Eu sei que fui pendurado em uma árvore em meio ao vento,
nove longas noites,
ferido com uma lança, dedicado a Odin,
Dedicado a mim mesmo,
Naquela árvore da qual ninguém sabe
de onde suas raízes brotam.


139 Við hleifi mic seldo,
ne viþ hornigi,
nysta ec niþr,
nam ec vp rvnar,
opandi nam,
fell ec aptr þaðan.

Nem pão que me deram nem uma bebida de um chifre,
Olhei para baixo;
Peguei as runas, gritando as tomei,então eu caí de lá.


Na última seção, o Ljóðatal, são enumerados  18 encantos - músicas, Galdhr, ljóð ou seja a arte de fazer poemas, poesia -  está prefaciado com o Ljóð por exemplo Thau kann / er-kann em þjóðans kona / og mannskis mögur, o qual significa:
"As músicas que eu sei / que as esposas do rei não sabem / nem os homens que são filhos dos homens"  - estrofe 147.

Os encantos próprios não são dados, apenas a sua aplicação ou efeito descrito. Eles são explicitamente contados a partir de "...o primeiro..." na estrofe 147, e um "...segundo... "  a  "...um décimo oitavo..."  nas  estrofes de 148 à 165.
Há uma menção explícita de uso de runas ou magia rúnica, na excetuando  no estrofe 158, que retoma o tema de Odin pendurado na árvore, associado diretamente com os Mistérios – as Runas:
svo por exemplo Rist / og í rúnum fá'g
"Então eu escrevo / e gravo as runas"
Vários grupos odinistas, forn seid, heathen e asatruares  colocaram ênfase no  Hávamál como uma fonte para um código de ética Heathen de conduta, por exemplo as  "...Nove Nobres Virtudes...", compiladas pela primeira vez pelo fundador do “...Odinic Rite...”  John "Stubba" Yeowell,  na década de 1970, foram ligadas as “...Palavras do Altíssimo...”, por sua carga de ética e conduta, e pelo vetor de identificação eneagramático, onde as permutações de 3 e 9, vem sempre a ocupar um espaço considerável na tradição Heathen, no Odinismo, no Forn Seid e mesmo no Asatru.
Já a Fundação Northvegr,  cita o Hávamál entre outros textos em Old Norse e Onde English,  para ilustrar "...o ideal ético da fé espiritual do Norte Heithni...", e por exemplo, na Islândia Sveinbjörn Beinteinsson, líder do Ásatrúarfélagið islandês, publicou uma série de poemas ligados a Edda, incluindo o Hávamál, cantado em estilo rímur.

Em relação ao estilo de composição do Hävamäl, também podemos abordar alguns detalhes sobre o  Fornyrðislag, o qual é uma forma de métrica vinculada com o málaháttr, e que é mais comumente encontrada em Germânico Antigo, Anglo-Saxão, e bem como na poesia nórdica Islandesa.
Os versos em Fornyrðislag  possuem quatro sílabas ,e sua métria germânica original foi não foi estritamente estruturada em silabas continuadas mas regidas de uma forma distinta dos versos do restante da poesia clássica e moderna do restante da Europa.
Beowulf , por exemplo, foi escrito neste tipo de métrica.
Já o Málaháttr pode ser observado na estrutura composta por Snorri na Edda, no poema poema número 95:
Munda ek mildingi
þá er Mæra hilmi
flutta-k fjögur kvæði
fimtán stórgjafar
Hvar víti áðr orta
með æðra hætti
mærð of menglötuð
maðr und himins skautum?
Quando eu compús quarto poemas para o rei da Noruega, ele me deu quinze enormes presentes. Quando, em todo o mundo, houve um poeta que compôs um poema tão sublime para um Rei?
 
Málaháttr, é quase igual ao fornyrðisla, mas nele o verso tem 5 sílabas ao invest de quarto.
Há formas de composição do Hävamäl que podem aparecer em Kviðuháttr, que é uma forma estrutural de poesia encontrada por exemplo na saga de Egill Skallagrímsson, possuindo 8 linhas, onde as linhas 1, 3, 5 e 7 tem apenas 3 sílabas, como podemos observar no excerto abaixo proveniente da saga do citado Egill Skallagrímsson:
Mjök hefr Rán
Ryskt um mik
Emk ofsnauðr at
Ástvinum
Sleit mar bönd
Minnar ættar 
Snar þátt af
Sjálfum mér 

O mar levou
um tesouro de mim
Eu sou pobre de
pessoas para amar
O oceano quebrou
Os laços da ascendência
De uma grande parte
do meu próprio ser.
Podemos encontrar também, formas do Hävamäl escritas em outros estilos métricos, como é o caso do Ljóðaháttr, que é marcado por seis linhas ou dus unidades de três linhas continuamente, como podemos observar no exemplo do texto traduzido por Björn Jónasson, sobre o Hävamäl:

Sá einn veit.........................................................É verdadeiramente sábio
er Vida ratar.................................................................quem viajou muito
ok hefir fjöld hum Farid.........................e conheceu os caminhos do mundo
hverju Gedi....................................................................Aquele que viajou
stýrir gumna hver.........................................pode dizer qual o tipo de espírito
sá er vitandi er Vits................................. que governa os homens que encontra.
Gado Deyr...........................................................................Gado morre
Deyja frændr................................................................parentes morrem
Deyr sjálfr ID sama.....................................todos os homens são mortais
En orðstír...................................................................Palavras de louvor
Deyr aldregi...................................................................nunca perecerão
Hveim er sér Godan getr..........................m nome daquele que foi nobre.

Anagramas ocultos na escritura do Hävamäl:
Agora, neste ponto de nossas observações, peguemos por exemplo um estilo parecido ao nórdico, que contém em si muitas similaridades com o mesmo, ou seja observemos em essência os Bardos.
Um Bardo, na história antiga da Europa, era uma pessoa encarregada de transmitir as histórias, as lendas e poemas de forma oral – exatamente como o foi com os versos de Här, antes da escrita do Hävamäl -  cantando a história de seus povos em poemas recitados, e transmitindo oralmente uma longa série de conhecimentos concernentes a tradição a qual pertencia, através da repetição de seus poemas,  sendo simultaneamente um músico e um poeta, sendo inclusive a principal raiz da música tradicional irlandesa.
 O bardo usava frequentemente um alaúde para tocar suas melodias e músicas, que contavam na maioria das vezes uma história triste.
De fato, os reis sempre temeram que os Bardos tecessem estrofes que os ridicularizassem ou que fizessem referência encantamentos repetidos continuamente, na forma de suas estrofes, pois sua repetição e transe consistia em muito do que é citado nas formas de prática de feitiçaria, conhecidas na região Euro Meridional e Euro Setentrional.
Na tradição Setentrional, que veio dar origem a métrica da poesia islandesa, da poesia em Old Norse, da poesia em Germânico antigo e em Inglês Antigo, o correspondente do bardo era o Skald, o qual era associado com as cortes da Escandinávia e bemcomo dos líderes islandeses, durante a era Viking, e o estilo de poesia destes foi usado como base para compor a Edda poética, a qual foi composta em Old Norse, inclusive, de forma a usar as técnicas acima citadas de métrica e escrita – entre muitas outras que lidam com a poesia e o “...Canto...” ou seja “...O Galdhr...”.
O Canto repetitivo em geral, onde a repetição cria um tom e onde este tom leva a inflexão de palavras e jogos anagramáticos com a quantidade de sílabas e de palavras e de linhas de acordo com o poema, em que o reforço do sistema de simbolismos locais vinculados a tradição e cultura de determinado lugar, gera o processo pelo qual o consciente e o inconsciente se unem, e produzem aquilo que jamais pôde existir antes, ou depois, uma obra gerada pela “...Pura Inspiração...”.
Esse sistema está presente nos trocadilhos do Hävamäl, e permite que aqueles e aquelas que anteriormente conheciam as rimas e as entoavam por motivos éticos ou por motivos cerimoniais e religiosos, entrassem em transe e sorvessem a natureza última do conteúdo atávico de seus inconscientes, mesclado ao som e ao estilo de som, de tal forma que o continuo uso deste estilo de arte, veio a gerar o nascimento dos termos que dão nome aos caracteres rúnicos, em que os nomes destes caracteres foi engendrado de 


forma a estar ligado ao primeiro fonema de uma dada palavra, associado diretamente em sua forma com a expressão simbólica mais simples do que aquela palavra significa, em termos conscientes.
Dito de outro forma, se pegarmos por exemplo a Kennaz, “...A Tocha...”, observaremos algo similar a letra “...C...”, traçada com ângulos retos, porém implicando em uma haste de madeira, onde a haste superior está no ângulo oposto representando o fogo se movendo para trás conforme o vento toca no fogo, ou conforme alguém avança tendo uma tocha em suas mãos.
A combinação destas representações iconográficas alinhada a métrica da poesia nas línguas nórdicas antigas – como é o caso do Gótico por exemplo – desencadeia êxtase e abre o manancial de vida presente em meio as estrofes, interligando o consciente e o inconsciente diretamente com a natureza do verso, ou da parte do verso, cantado.
Precisamente esta descrição coincide com a forma de ser da prática original de feitiçaria ligada a região setentrional na Europa, ou seja, a região onde floresceu a tradição nórdica, e que é conhecida pelo termo “...Galdr...”.
Galdr, que em plural se pronuncia galdrar, é uma palavra em nórdico antigo que justamente significa "...encantamento...", o qual em geral sempre foi executado em combinação com certos ritos, ou atos, derivando de uma palavra justamente para “...Encantamentos Cantados...” – em resumo Poesia e Métrica – sendo a mesma a palavra Gala, no antigo alto alemão, e galan no inglês, podendo haver também a variante Galster, em antigo alto alemão como sufixo “...stro...” alemão produziu Galster.
Suas formas mais antigas em inglês, eram “...gealdor, galdor e galdre...” significando  "...feitiço, encantamento, bruxaria...", e o verbo “...galan...” significava simplesmente "...cantar/entoar...".
Há um vínculo como termo “...giellan...”, o verbo ancestral para “...gritar...”, em inglês moderno, e também o verbo islandês “...að gala...” - "...para cantar, gritar...", sem mencionar também a língua holandesa, com o termo “...Gillen...”.
Suas formas em alto alemão antigo são “...galstar e galster...” MHG "de música, encantamento" (Konrad von Ammenhausen Schachzabelbuch 167b), sobrevivendo em alemão moderno como Galsterei – “...feitiçaria...” - e Galsterweib – “...bruxa...”.
Como todos nós sabemos a luz do conhecimento e da verdade, todo e qualquer homem ou mulher que venham a ser sacerdotes de qualquer religião divergente daquela que é predominante - sobre tudo das religiões monoteístas como é o caso do islã, cristianismo, catolicismo e judaísmo – são chamados de “...bruxos, bruxas, feiticeiros, etc...”, como podemos observar nas seguintes passagens do livro dos monoteístas católicos e cristãos e judeus – pois a Tanakh dos judeus, é equivalente ao dito antigo testamento dos cristãos:
Gálatas: 5:19-21: 19 Além disso, as obras dos instintos egoístas são bem conhecidas: fornicação, impureza, libertinagem, 20 idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, 21* inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes.
Deuteronômio:10 Não haja em seu meio alguém que faça presságio, pratique astrologia, adivinhação ou magia, 11 nem que pratique encantamentos, consulte espíritos ou adivinhos, ou também que invoque os mortos. 12 Pois quem pratica essas coisas é abominável para Javé, e é por causa dessas práticas abomináveis que Javé seu Deus vai desalojar essas nações.
E é curioso que se dê tanta atenção a palavras escritas em um dito livro, o qual fundamentalmente se baseia em alegações sobre – principalmente – as obras de dois personagens – Moisés e Abraão a saber – os quais, como catedráticos e doutores de diversas universidades como Niels Peter Lemche, professor especializado no velho testamento, ou seja na Torah, da universidade de Copenhagen – Dinamarca, assim como  Joseph McCabe – anteriormente – e bem como foi claramente demonstrado pela descobertas de Howord Carter e Phlinders Petrie, em suas escavações em Tel El Armana, e em suas descobertas no monte Horeb – conhecido vulgarmente como monte Sinai.
Já o famigerado alcorão cita coisas bem similares:
O pecado primordial XIRK - politeísmo - deu ensejo à falsa crença na existência de divindades. A idolatria surgiu ainda nesses primeiros tempos, quando as primeiras sociedades humanas começaram a fabricar ídolos - Tawaghut -  e forjar variadas "divindades, sendo que, o líder dos Tawaghut é o próprio Xaitan. O Islã alimenta a alma, portanto a punição para aqueles que matam a alma de um muçulmano não é o haq, e sim   é a pena de morte.
"ENVIAMOS A CADA POVO UM MENSAGEIRO PARA GUIÁ-LOS A ADORAÇAO A DEUS E PARA QUE ABANDONASSEM OS ÍDOLOS.""VOSSO DEUS É UM DEUS ÚNICO. NÃO HÁ MAIS DIVINDADE ALÉM DELE. O CLEMENTE, O MUI MISERICORDIOSO."(S.2 V. 163)
E como todos podem se recordar, entre outros atos questionáveis – como desposar uma menina de seis anos, e deflorá-la aos 9 anos, antes da menarca - para poder exercer controle completo da região onde criou sua religião baseada justamente nos inexistentes patriarcas acima mencionados – ou seja Abraão e Moisés – Maomé sitiou Mecca, e como era impossível a conversão das pessoas dali, ele introduziu a seguinte passagem no Alcorão:
Tendes pensado sobre Al-Lat e Al-'Uzá
e Manat, a terceira, a outra?
Estes são as gharāniq exaltadas, cuja intercessão é esperado.

Al-Lat, Al-Uzza e Manat são as três deusas centrais filhas de Hubal, do panteão Nabateano, adorado antes da presença infame do alcorão na região de Mecca, e Maomé conseguiu entrar naquela cidade centro comercial e militar daquela região, e ao posicionar suas tropas ele “...pegou o alcorão, arrancou as páginas e o reescreveu...”, e pegou os objetos sagrados de culto pertencentes as 3 deusas acima citadas, os quais ficavam no exato local onde hoje se encontra a Kaaba, e dentro desta Kaaba manteve como principal artefato o Hajar el Aswad – Pedra Negra – ou em verdade o artefato que também é chamado de “...Aquela de Seios Fartos...”, ligada a Al-Uzza.
E assim a dita inspiração divina presente no já mencionado famigerado alcorão, pode ser vista como algo mais econômico e menos espiritual.
Por fim, retratando ainda sobre o assunto da perseguição a religiões não monoteístas, segundo o dicionário Aurélio, sobre o termo “...bruxa...”, obedecendo o padrão de ódio absorvido da igreja, bruxa significaria:
Mulher a quem se atribuem poderes demoníacos; mulher que pratica a magia negra; feiticeira. Mulher, que se diz, ou que o povo crê, ter pacto com o demônio, adivinhar o futuro e praticar outras artes misteriosas.
E que, por exemplo, mago – aquele que pratica magia – significa:
1. Sacerdote da religião de Zoroastro ou Zaratustra. 2. Mágico, feiticeiro.3. Encantador, muito bonito; fascinador.
Desta forma, pelo que acima foi observado, podemos claramente ver que – como já foi citado – os sacerdotes de quaisquer tradições politeístas, são mal vistos e em geral são perseguidos pelas ditas religiões reveladas, que em seu modelo básico de conduta não pode suportar a presença de representantes de religiões mais antigas, e por tanto, mais esclarecidas, as quais em si ostentam sua presença na história, folclore, linguagem e costumes de todos os povos europeus.
Desta forma os encantadores sacerdotes nórdicos, os poetas do Galdr, cujos costumes mantiveram e permanecem mantendo a sabedoria de Här, hoje escrita e compilada como um verdadeiro e legítimo livro sagrado, que fornece inspiração e sabedoria, que fornece proteção e meios a quem em dignidade dele venha se usar, presentearam as gerações futuras, com os refrãos de Wodanaz, os quais contém a ênfase, os termos, a “palavra”, “razão”, ou “pensamento”.
Se observarmos o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, o termo verbo significa:
“...Palavra, que exprime existência, estado, qualidade ou ação de uma pessoa ou coisa. Palavra, que indica a existência de um atributo no sujeito.O mesmo que expressão....”
Vítor Hugo afirmou categoricamente que “...A música é o verbo do futuro...”.
E Maupassant, nos expõe de forma inteligente a essência da potência do “...verbo...”: “...Não importa o que tenhamos a dizer, existe apenas uma palavra para exprimi-lo, um único verbo para animá-lo e um único adjetivo para qualificá-lo...”
E desta forma, pode-se afirmar com toda autoridade proveniente de tempos imemoriais e legitimidade, que as “...Palavras de Här...”, “...As Palavras do Altíssimo...”, são legitimamente o “...Verbo de Odin...”, compilado sob forma do Hävamäl  desde o século IX.


Hävamäl: O Espírito em forma de Palavras.
Na tradição nórdica o termo  Óðr, o qual em Old Norse significa "...loucura, frenetismo, fúria, veemência, ansiedade...", com um substantivo para “...mente, sentimento, e também CANÇÃO E POESIA...”, e bem como resumindo o termo “... Orchard (1997) "…aquele que está em frenesi..." - Orchard (1997).
O termo em old norse “...óðr...”, pode ser a origem para o nome  Óðinn (anglicanizado como Odin), o qual pode significar simplesmente “...mente...alma...espírito...”  (como é subentendido no Voluspa), porém este mesmo termo também se refere diretamente a “...canção e poesia...” – como acima foi sugerido.
Notemos que, isto deriva do proto-germânico “…wōð…”, ou,  “…wōþ...” o qual liga-se ao termo gótico  “…indomável…” ou “…possuído…” e “...enlouquecer...”, assim como a palavra em anglo saxão “...wód...” – fúria, raiva – e ao termo “...wóð...” – música, clamor, voz, poesia e eloqüência – sem mencionar que as derivações em old norse incluem  “...œði...” – poder, excitação e possessão.
Estas palavras em geral, são derivadas da palavra proto-indo-europeia “...Wat...”, a qual  significava "...sopro...”, “...chamas...”, “...inspiração. Algumas raízes aparecem no latim “...vātēs...” "...vidente...", "...cantor...", a qual é considerada uma palavra emprestada da língua céltica, que é ligada a um termo irlandês para "...acreditar..." - "...poeta...", contudo  significa originalmente "...animado...", ou "...inspirado..."), e há uma raiz em sânscrito, o termo "...iva...", o qual siginica "...fá ou fiel...".
O que nos leva diretamente a perceber que, tudo que se refere a inspiração, fé, poesia, ira, frenesi criativo, frenesi de batalha, liga-se diretamente na tradição nórdica a “...Gaut...”, ou seja, a “...Óðinn...”.
Assim, podemos observar que no decorrer do tempo, nos exatos moldes da tradição oral passada de pai para filho, nos moldes do cantar dos Skhalds, o saber e o conhecimento verteu diretamente, passando de era em era, de local para local, e se cristalizando em meio ao povo, inclusive via o Seidhr e o Galdhr, sistemas de feitiçaria que estão trançados e ligados diretamente com o uso da poesia – cada um dos sistemas com diferenciações próprias, inclusive.
Os povos germânicos e setentrionais em geral, não possuíam a necessidade de um livro dito com sendo sagrado, para prática de “...castração divina...”, em meio ao relevo, ao clima, a geografia dos locais onde viviam, em meio a articulação de suas armas e de sua cultura propriamente dita, na construção de suas palavras e na articulação da poesia que derivou da mesma e que cristalizou toda a potência daqueles povos em questão, em meio a insuflação criativa, a sacralidade de suas vidas sempre foi experimentada na carne, sangue e vida de cada uma das mulheres, homens, anciões e crianças daqueles povos.
Essa sacralidade da qual provinha e provém a métrica de toda a poesia, a construção dos cantos e criatividade em geral dos nórdicos, era tão grandemente forte, que Snorri Sturlusson, o qual foi o homem mais rico da Islândia em seu tempo, e que muito se favoreceu com o advento da cristandade manipulada por sua família e outros ditos nobres, para entrar e tomar posse da Islândia, foi forçado a salvar na forma da escrita da Edda poética, esta métrica mística e inspirada, pois ele próprio era um Skhald e anteviu a morte da poesia com o advento do cristianismo, que ele mesmo ajudou a crescer na Islândia.
E apesar de seus imensos preconceitos contra a tradição nórdica, com citações tolas afirmando que os “...Aesires...” vinham da Ásia, e que eram descendentes dos “...Troianos...”, e inclusive afirmando a “...Odin...” como filho de “...Thor...”, entre outras formas de conhecida adulteração, hábito claro de deturpadores como os jesuítas por exemplo, Snorri foi impotente para impedir que o anseio pela métrica da poesia se perde-se, e a métrica da poesia estava irremediavelmente presa a tradição politeísta original escandinava.
Porém Snorri não esteve sozinho em meio a este embate de fanatismo religioso contra a inspiração divina, pois houve outro escritor muito conhecido em seu tempo, e muito mais conhecido nos tempos recentes, que por mais monoteísta que se afirma-se, por mais fervorosas que fossem suas idas a igrejas, e por mais que tenha realizado esforços gigantescos para converter ao catolicismo pessoas a sua volta, Sir John Ronald Reuel Tolkien, foi igualmente impotente diante da ascensão da inspiração divina, a qual inclusive jamais compreendida por sua esposa, que não entendia sua ansiedade em procurar e pesquisar a língua e os costumes anglo saxões, germânicos, lituanos, finlandeses, irlandeses e islandeses.
Tolkien era um escritor voraz, maníaco por detalhes, preso a surtos criativos de um “...irado frenesi...”, que o levavam a compilar  e estudar dados e montá-los com a perfeição que pode ser observada no “...Senhor dos Anéis...”, na obra anterior “...O Hobbit...”, nos “...Contos Inacabados...” e no “...Silmarillion...”, aliás especialmente no “...Silmarillion...”, pois nesta obra ele expõe nas linhas poéticas de seus temores profundos sobre a devastação ambiental – a qual lhe entristecia dia a dia mesmo em seu tempo – e a guerra – da qual participou – combinado a presença de basicamente quase todos os elementos de todas as tradições europeias de leste a oeste e de norte a sul, como podemos observar por exemplo em meio aos nomes “...Saulë e Manwë...” – Deusa do Sol e Deusa da Lua dos Lituanos – ou na “...Austra Kokis...”, a “...Árvore da Vida...”, cujas folhas são de ouro, e que foi uma das bases de Tolkien para elaborar as duas Árvores Sagradas de Valinor Laurelin e Telperion, isto sem sequer entrarmos na estrutura do célebre poema “...Namárië...” ou na famosa saudação "...Elen síla lúmenn omentielvo..." - uma estrela brilha sobre a hora do nosso encontro – engendrados através do idioma Quenya, que Tolkien desenvolveu usando do Finlandês, Céltico, Irlandês, Latim e Old Norse.
Em seu fervor criativo, em sua “...fúria criativa...”, toda uma geração do passado e do presente recente, foi movida em direção ao conhecimento e entendimento da tradição ancestral nórdica, presente no anseio de saber de onde surgiu sua inspiração para o “...Um Anel...”, a qual nasceu de seu ardor pela lenda “...O anel dos Nibelungos...”, e pela força da tradição Saxônica e Nórdica em geral, que pulsavam atavicamente através de seu inconsciente e de suas palavras, escritas uma após a outra, com estilo, beleza e poesia.
Uma das maiores provas disto está contida em várias e várias linhas do Silmarillion, sendo que a citação sobre Manoë o maior dos Valar – inclusive cujos animais simbólicos são as Grandes Águias do Oeste – talvez dê a entender o grau de alcance  e força da inspiração, pois Tolkien afirma nas linhas do Silmarillion que “...A poesia é a música de Manowë...”.
E assim vemos claramente que a inspiração suplanta a o fanatismo da religião, e que Här habitava na pluma e na pena do escritor, em cada linha do que fazia, da mesma forma que levou Snorri em seus fervores – menores do que os de Tolkien é verdade – a registrar o que depois seria um dos mais duros golpes contra o monoteísmo, ou seja a “...Edda Poética...”.
Porém estes são dois exemplos famosos, de um efeito vivo e presente continuamente no decorre do tempo, apesar dos esforços pela destruição das raízes culturais que lhe servem de portal direto.
As sagas, a Edda e bem como as demais compilações da tradição nórdica contém o germe do “...Verbo de Odin...”, e são a edificação de sua presença, inclusive nos dias de hoje em quase todos os países do mundo – inclusive graças diretamente e indiretamente as obras de Tolkien, como pudemos ver acima.
E o Hävamäl em sua estrutura poética original é um registro da inspiração cultural religiosa dos povos germânicos e setentrionais, e contém a força e os efeitos desta “...Inspiração...” deste “...Espírito Furioso...” vivo e presente em suas palavras, e atuante através das pessoas que tomam contato direto ou indireto com as mesmas.
Hävamäl é um imenso “...Galdr...”, o qual cantado em Gótico, Old Norse, Alemão, Islandês ou Saxõnico Antigo – entre outros – atiça a “...inspiração flamejante...” e o “...frenesi...” fluindo das palavras do Skhald que encanta aos ouvintes, e perfaz os efeitos de ensino, cura, proteção ou ataque, através da presença viva e atuante do “...Sopro Divino...” presente em suas linhas e inscrições, e na beleza de seus fonemas poéticos.
O “...Verbo do Espírito...”, “...As Palavras do Altíssimo...”, “...O Verbo de Wotan...”, “...O Verbo de Wotan...”, é realmente um texto divino e inspirado, e nele estão contidas as raízes do perfeito procedimento de alguém em relação ao mundo que está a sua volta, do perfeito procedimento de alguém em relação a seu mundo interno, e do perfeito procedimento de uma pessoa para com a outra pessoa, e em sua potência tanto criativa quanto inspirativa, pode curar pelo uso da devida forma de lê-lo, pelo seu devido entoar, assim como pode, pelo fluir do poder do “...Espírito...”, do “...Wut...”, do “...Odr...”, pela ação do “...Verbo de Wotan...”, proteger aqueles que a ele recorrem.


Hávamál
Gattir allar, 
aþr gangi fram,
 
vm
 scoðaz scyli, 
vm
 scygnaz scyli; 
þviat ouist er
 at vita, 
hvar ovinir
 sitia 
a fleti fyr.

Gefendr heilir! 
gestr er
 inn kominn, 
hvar scal sitia sia?
 
miok er braðr
 
sa er a bra
/ndom scal 
sins vm
 freista frama.

Eldz er þa/rf 
þeims inn
 er kominn 
oc
 a kne kalinn; 
matar
 oc vaða 
er manne þa
/rf 
þeim er
 hefir vm fiall fariþ.

Vatz er þa/rf 
þeim
 er til verþar komr, 
þerro
 oc þioðlaþar, 
goþs vm
 oþis, 
ef ser
 geta metti, 
orþz
 oc endrþa/go.

Vitz er þa/rf 
þeim
 er viþa ratar, 
dolt er heima hvat;
 
at a
/gabragði verþr 
sa er
 ecci kann 
oc
 m snotrom sitr.

At hyggiandi sinni 
scylit maþr hrosinn
 vera, 
heldr getinn
 at geði. 
Þa er
 horscr oc þa/gull 
komr heimisgarda til,
 
sialdan verþr víti vorom;
 
þviat obrigdra
 vin 
for
 maþr aldregi, 
enn
 manvit micit.

Enn vari gestr, 
er
 til verþar komr, 
þvnno hlioþi þegir,
 
eyrom
 hlydir, 
enn
 a/gom scodar; 
sva
 nysiz froþra hverr fyr.

Hinn er sell, 
er
 sér um getr 
lof
 oc lícnstafi; 
odolla er við þat,
 
er
 maþr eiga scal 
annars briostvm
 i.

Sa er sell, 
er sialfr vm
 a 
lof
 oc uit, meþan lifir; 
þviat ill rað
 
hefir
 maþr opt þegit 
annars briostom
 or.

Byrþi betri 
berrat
 maþr bra/to at, 
enn
 se manuit micit; 
a
/ði betra 
þiccir
 þat i okvnnom stað, 
slict er
 valaþs vera.
Byrdi betri 
berrat maþr bra
/to at, 
enn se manuit micit;
 
vegnest verra
 
vegra
 hann velli at, 
enn
 se ofdryccia a/ls.

Era sva gott, 
sem gott
 qveþa, 
a
/l alda sona; 
þviat fora veít,
 
er fleira dreccr,
 
sins til
 geds gvmi.

Ominnis hegri heitir 
sa er yfir
 a/lþrom þrvmir, 
hann
 stelr geði gvma; 
þess
 fvgls fia/drom 
ec fiotraþr
 varc 
i garði Gvnnlaþar.
Avlr ec varð, 
varþ ofrolvi
 
at ins froða Fialars;
 
þvi
 er a/lðr baztr, 
at aptr vf heimtir
 
hverr sitt
 geð gvmi.
Þagalt oc hvgalt 
scyli þioðans barn
 
oc
 vigdiarft vera; 
glaþr
 oc reifr 
scyli gvmna hverr,
 
vnnz sinn
 biþr bana.
Ósniallr maþr 
hyggz mvno ey lifa,
 
ef hann
 viþ uíg varaz; 
enn
 elli gefr 
hanom engi friþ,
 
þott
 hanom geirar gefi.
Kópir afglapi, 
er til
 kynniss komr, 
þylsc hann
 vm eþa þrvmir; 
alt er senn,
 
ef hann
 sylg um getr, 
vppi er þa geþ gvma.
Sa einn veit, 
er
 viða ratar 
oc
 hefir fiolþ vm fariþ, 
hverio geði styrir
 
gvmna hverr,
 
sa er vitandi er vitz.
Haldit maþr a keri, 
drecki þo at hófi mia
/ð, 
meli þarft eða
 þegi; 
okynnis þess
 
vár þic engi
 maþr, 
at þv gangir
 snemma at sofa.
Graþvgr halr, 
nema geðs viti,
 
etr ser aldrtrega;
 
opt fer hlegis,
 
er m
 horscom komr, 
manni heimscom
 magi.
Hiarðir þat vito, 
ner þér heim
 scolo, 
oc
 ganga þa af grasi; 
enn
 osviþr maþr 
kann
 evagi 
sins vm
 mals maga.
Vesall maþr 
oc
 illa scapi 
hler at hvivetna;
 
hitki hann
 veit, 
er hann
 vita þyrpti, 
at hann
 era vamma vanr.
Osviþr maþr 
vakir vm
 allar netr 
oc
 hyggr at hvivetna; 
þa er móþr
 
er at morgni komr,
 
alt er vil sem
 var.
Osnotr maþr 
hyggr ser alla vera
 
viðhloiendr vini;
 
hitki hann
 fiþr, 
þot þeir vm hann
 fár lesi, 
ef hann
 m snotrom sitr.
Osnotr maþr 
hyggr ser alla vera
 
viðhloiendr vini;
 
þa þat
 finnr, 
er at þingi komr,
 
at hann
 a formelendr fá.
Osnotr maþr 
þicciz alt vita,
 
ef hann
 a ser i va vero; 
hitki hann
 veit, 
hvat hann
 scal við qveþa, 
ef hans freista firar.
Osnotr maþr 
er m
 aldir komr, 
þat
 er bazt at hann þegi; 
engi þat
 veít, 
at hann
 ecci kann, 
nema hann
 meli til mart; 
ueita
 maþr 
hinn
 er vetki ueit, 
þott
 hann meli til mart.
Froðr sa þycciz 
er
 fregna kann 
oc
 segia it sama; 
eyvito leyna
 
mego yta seynir
 
þvi
 er gengr vm gvma.
Orna melir 
sa er
 eva þegir 
stadla
/so stafi; 
hraðmelt tvnga,
 
nema haldendr eigi,
 
opt ser
 ogott vm gelr.
At a/gabragði 
scala
 maþr annan hafa, 
þott
 til kynniss komi; 
margr þa froþr þicciz,
 
ef hann
 freginn erat 
oc nai hann
 þvrrfiallr þrvma.
Fróðr þicciz 
sa er
 flotta tecr 
gestr at gest heðinn;
 
veita gorla
 
sa er vm
 verði glissir, 
þott
 hann m gra/mom glami.
Gvmnar margir 
erosc gagnhollir,
 
enn
 at virþi recaz; 
aldar róg
 
þat
 mvn e vera, 
orir gestr viþ gest.
Arliga verþar 
scyli
 maþr opt fá, 
nema til
 kynnis komi; 
sitr
 oc snópir, 
letr sem solginn
 se 
oc
 kann fregna at fa.
Afhvarf micit 
er
 til illz vinar, 
þott
 a bra/to bvi; 
enn
 til goðs vinar 
liggia gagnvegir,
 
þot hann
 se firr farinn.
Ganga scal, 
scala gestr vera
 
ey í einom
 stað; 
livfr verþr leiþr,
 
ef lengi sitr
 
annars fletiom
 á.
Bv er betra, 
þott
 litit se, 
halr er heima hverr;
 
þott
 tver geitr eigi 
oc
 ta/greptan sal, 
þat
 er þo betra en bon.
Bv er betra, 
þott litit se,
 
halr er heima hverr;
 
bloðvgt er
 hiarta 
þeim
 er biðia scal 
ser
 i mál hvert matar.
Vapnom sinom 
scala
 maþr velli á 
feti ganga framarr;
 
þviat ovíst er
 at vita, 
ner verþr
 a vegom vti 
geirs vm
 þa/rf gvma.
Fanca ec mildan mann 
a
 sva matar goðan, 
at ei veri þiggia þegit,
 
a
 sins fiar 
svagi [gia
/flan], 
at leiþ se lá
/n, ef þegi.
Fiár sins, 
er fengit hefr,
 
scylit
 maþr þa/rf þola; 
opt sparir
 leidom 
þaz hefir
 livfom hvgat, 
mart gengr verr enn
 varir.
Vapnom oc váðom 
scolo vinir
 gleðiaz, 
þat
 er a sialfvm synst; 
viðrgefendr
 oc endrgefendr 
erosc lengst vinir,
 
ef þat
 biþr at verþa vel.
Vin sinom 
scal
 maþr vinr vera 
oc
 gialda giof v giof; 
hlátr v
 hlátri 
scyli ha
/lþar taca, 
en la
/sung v lygi.
Vin sinom 
scal
 maþr vinr vera, 
þeim
 oc þess vin; 
enn
 ovinar sins 
scyli engi
 maþr 
vinar vinr vera.
Veitztv, ef þv vin átt 
þann
 er þv vel trvir, 
oc
 vill þv af hanom gott geta: 
geði scaltv við þann
 blanda 
oc
 giofom scipta, 
fara at finna opt.
Ef þv átt annan 
þannz þv illa trvir,
 
vildv af hanom
 þo gott geta: 
fagrt scaltv v
 þann mela, 
en flátt
 hyggia 
oc
 gialda la/svng v lygi.
Þat er enn of þann 
er þv illa trvir,
 
oc
 þer er grvnr at hans gedi: 
hleia scaltv v
 þeim 
oc
 vm hvg mela, 
glic scolo giold giofom.
Vngr var ec forðom, 
for ec einn
 saman, 
þa varð ec villr vega;
 
a
/digr þottvmz, 
er
 ec annan fann, 
maþr
 er mannz gaman.
Mildir frocnir 
menn
 bazt lifa, 
sialdan svt ala;
 
en osniallr
 maþr 
vggir hotvetna,
 
sytir
 e glæyggr v giofom.
Vaðir minar 
gaf ec velli at
 
tveim
 tremonnom; 
reccar þat
 þottvz, 
er
 þeir rift hofðo, 
neíss
 er neycqvidr halr.
Hra/rnar þa/ll 
sv er stendr þorpi a,
 
hlyrat henne ba
/rcr ne barr; 
sva
 er maþr 
sa er manngi ann,
 
hvat scal hann
 lengi lifa?
Eldi heitari 
brennr m
 illom vinom 
friþr
 fimm daga; 
enn
 þa slocnar, 
er inn setti
 komr, 
oc
 versnar allr vinscapr.
Micit eitt 
scala manne gefa,
 
opt ca
/pir ser i litlo lof; 
m
 halfom hleif 
oc
 m ha/llo keri 
fecc ec mer felaga.
Litilla sanda, 
litilla seva
 
litil ero geð gvma;
 
þvi allir
 menn 
vrðot iafnspakir,
 
halb er
 a/ld hvar.
Meþalsnotr 
scyli manna hverr,
 
eva til
 snotr se; 
þeim
 er fyrða 
fegrst at lifa,
 
er vel mart vito.
Meðalsnotr 
scyli
 manna hverr, 
eva til snotr se;
 
þviat snotrs mannz
 hiarta 
verþr sialdan
 glatt, 
ef sa er alsnotr, er
 á.
Meðalsnotr 
scyli
 manna hverr, 
eva til snotr se;
 
orla
/g sín viti 
engi
 maþr fyrir, 
þeim
 er sorgala/sastr sevi.
Brandr af brandi brenn, 
vnnz brvnninn
 er, 
fvni qveykiz af fvna;
 
maþr
 af manni 
verþr at mali kvðr,
 
enn
 til dolscr af dvl.
Ar scal risa 
sa er annars vill
 
fe eþa
 fior hafa; 
sialdan liggiandi vlfr
 
ler vm
 getr, 
ne sofandi
 maþr sigr.
Ár scal rísa 
sa er á yrkendr fá
 
oc
 ganga sins verca a vit; 
mart vm
 dvelr 
þann
 er vm morgin sefr, 
halfr er
 a/ðr vnd hva/tom.
Þvrra sciða 
oc
 þakinna nefra 
þess
 kann maþr miot, 
þess
 viðar, 
er
 vinnaz megi 
mal
 oc missere.
Þveginn oc mettr 
ríði
 maþr þingi at, 
þot hann
 seð veddr til vel; 
scva
 oc bróca 
scammiz engi
 maþr, 
ne hestz in heldr,
 
þot hann
 haf góðan.
Snapir oc gnapir, 
er
 til sevar komr, 
orn a aldinn
 mar; 
sva
 er maþr, 
er m
 morgom komr 
oc
 a formelendr fá.
Fregna oc segia 
scal froðra hverr,
 
sa er vill heitinn
 horscr; 
einn
 vita, 
ne annarr
 scal, 
þioþ veit, ef þriro.
Ríki sit 
scyli radsnotra
 hverr 
i hófi hafa;
 
þa hann
 þat finnr, 
er
 m frocnom komr, 
at engi er einna hvatastr.
.   .   .   .   .   . 
.   .   .   .   .   .
 
.   .   .   .   .   .   .   .
 
orða þeirra,
 
er
 maþr a/ðrom segir, 
opt hann
 giold vm getr.
Micilsti snemma 
kom
 ec i marga staði, 
enn
 til sið i svma; 
a
/l var drvccit, 
svmt var
 olagat, 
sialdan hittir
 leiðr i lid.
Her oc hvar 
mvndi mer
 heim vf boðit, 
ef þyrptac at malvngi mat,
 
eða tvá
/ ler hengi 
at ins tryggva vinar,
 
þars ec hafða eit etiþ.
Eldr er beztr 
m
 yta sonom 
oc
 solar sýn, 
heilyndi sitt
 
ef
 maþr hafa nair 
án vid la
/st at lifa.
Erat maþr allz vesall, 
þott
 hann se illa heill; 
svmr er af sonom
 sell, 
sumr af frondom,
 
svmr af fe
 orno, 
svmr af vercom vel.
Betra er lifðom 
enn
 se olifðom, 
ey getr qvicr kv;
 
eld sa ec vpbrenna
 
a
/ðgom manne fyr, 
enn
 vti var da/þr fyr dvrom.
Haltr riðr hrossi, 
hiorð recr handarvanr,
 
da
/fr vegr oc dvgir; 
blindr
 er betri 
enn
 brendr se, 
nytr mangi náss.
Sonr er betri, 
þott
 se siþ of alinn 
eptir
 genginn gvma; 
sialdan ba
/tarsteinar 
standa bra
/to ner, 
nema reisi niþr
 at nið.
Tveir ’ro eins heriar, 
tvnga er
 ha/fuþs bani, 
er
 mer i hedin hvern 
handar veni.
Nott verþr feginn 
sa er
 nesti trvir; 
scammar ’ro scips rár;
 
hverb er
 ha/stgrima; 
fiolþ vm
 vidrir 
a fimm
 da/gom, 
enn
 meira a manaði.
Veita hinn 
er
 vetki veít: 
margr verþr
 af a/ðrom api; 
maþr
 er a/ðigr, 
annarr
 oa/ðigr, 
scylit þann
 vítca vár.
Deýr fe, 
deyia frondr,
 
deyr sialfr it sama;
 
enn
 orztírr 
deyr aldregi
 
hveim
 er ser goðan getr.
Deyr fe, 
deyia
 frondr, 
deyr sialfr it sama;
 
ec veit einn
 
at aldri deýr:
 
domr vm
 da/þan hvern.
Fvllar grindir 
sa ec fyr
 Fitivngs sonom, 
nv bera þeir vanar vol;
 
sva er
 a/þr 
sem a
/gabragð, 
hann
 er valtastr vina.
Osnotr maþr 
ef eignaz getr
 
fe eþa
 flioðs mvnoð, 
metnadr hanom
 þroaz, 
en manvit aldregi,
 
fram gengr hann
 drivgt i dvl.
Þat er þa reynt, 
er
 þv at rvnom spvrr 
enom
 reginkvnnom, 
þeim
 er gordo ginregin 
oc fáði fimbvlþvlr,
 
þa hefir
 hann bazt, ef hann þegir.
At qveldi scal dag leyfa, 
kono er
 brend er, 
meki er
 reynd er, 
mey er gefin
 er, 
ís er yfir
 komr, 
a
/l er drvccit er.
I vindi scal við ha/ggva, 
vedri a sió róa,
 
myrkri
 v man spialla, 
morg ero dags a
/go; 
a scip scal scriðar orca,
 
en a sciold til
 hlífar, 
moki ha
/ggs, 
enn
 mey til kossa.
Við eld scal a/l drecca, 
en
 a ísi scriða, 
margan mar cá
/pa, 
en
 meki sa/rgan, 
heima hest feíta,
 
en hvnd a bvi.
Meyar orðom 
scyli manngi trva,
 
ne þvi er qvedr kona;
 
þviat a hverfanda hveli
 
voro
 þeim hiorto sca/pvð, 
brigð i briost vm
 lagit.
Brestanda boga, 
brennanda loga,
 
ginanda vlfi,
 
galandi krako,
 
rytanda svíni,
 
rótla
/som viði, 
vaxanda vági,
 
vellanda katli,
Flivganda fleíni, 
fallandi báro,
 
ísi einnottom,
 
ormi hringlegnom,
 
brvdar bedmalom,
 
a
 brotno sverþi, 
biarnar leici,
 
eða barni konungs,
Sivcom kalfi, 
sialfraða þreli,
 
va
/lo vilmeli, 
val nyfeldom.
Akri ársánom 
trvi engi
 maþr, 
ne til
 snemma syni; 
veþr
 rodr akri, 
enn
 vit syni, 
hett
 er þeirra hvart.
Broðvrbana sinom, 
þott
 a bra/to meti, 
hvsi halfbrvnno,
 
hesti alsciotvm
 
— þa er iór onýtr,
 
ef einn
 fotr brotnar —, 
verþit
 maþr sva tryggr, 
at þesso trvi a
/llo.
Sva er friþr qvenna 
þeirra er flát hyggia,
 
sem
 aki io obryddom 
a isi hálom,
 
teitom
 tvevetrom, 
oc
 se tamr illa, 
a
 i byr óþom 
beiti stiornlavso,
 
a
 scyli halltr henda 
hreín i þáfialli.
Bert ec nv meli, 
þviat ec beði veit,
 
brigðr er karla hvgr konom;
 
þa ver
 fegrst melom, 
er ver
 flast hyggiom, 
þat
 telir horsca hvgi.
Fagrt scal mela 
oc
 fe bióþa 
sa er vill fliods ast fá,
 
liki leyfa
 
ens liosa mans;
 
sa for er friár.
Astar firna 
scyli engi
 maþr 
annan aldregi;
 
opt fá á horscan,
 
er a heimscan ne fá,
 
lostfagrir litir.
Eyuitar firna 
er
 maþr annan scal 
þess
 er vm margan gengr gvma; 
heimsca ór horscom
 
gorir
 ha/lþa sono 
sa inn
 matki mvnr.
Hvgr einn þat veit 
er býr hiarta ner,
 
einn
 er hann ser vm seva; 
a
/ng er sot verri 
hveim snotrom manne
 
enn
 ser a/ngo at vna.
Þat ec þa reynda, 
er
 ec i reyri sat 
oc
 vettac mins mvnar; 
hold
 oc hiarta 
var
 mer en horsca mør, 
þeygi ec hana at heldr hefic.
Billings mey 
ec fann
 beðiom á 
solhvita sofa;
 
iarls ynþi
 
þótti mer
 ecci vera, 
nema viþ þat
 líc at lifa.
«Avc ner apni 
scaltv, Oþinn! coma,
 
ef þv vilt þer
 mela man; 
alt ero osca
/p, 
nema eínir
 viti 
slican lavst saman.»
Aptr ec hvarf, 
oc
 vnna þottomz, 
visom
 vilia fra; 
hitt
 ec hvgða, 
at ec hafa mynda
 
geð hennar alt
 oc gaman.
Sva com ec nest, 
at in nyta var
 
vigdrot a
/ll vm vakin; 
m
 brennandom liosom 
oc
 bornom viþi, 
sva
 var mer vilstigr of vitaþr.
Oc ner morni, 
er ec var
 enn vm kominn, 
þa var
 saldrot vm sofin; 
grey eit ec þa fann
 
ennar góðo kono
 
bvndit beðiom
 a.
Ma/rg er góð mer, 
ef gorva kannar,
 
hugbrigd v
 hali; 
þa ec þat
 reynda, 
er
 iþ rádspaca 
teygða ec a flerdir flióð;
 
haþvngar hverrar
 
leitaþi mer it horsca man
 
oc
 hafða ec þess vetki vífs.
Heima glaþr gvmi 
oc
 v gesti reifr, 
sviþr
 scal vm sic vera, 
minnigr
 oc málvgr, 
ef hann
 vill margfrodr vera, 
opt scal goðs geta;
 
fimbvlfambi heitir
 
sa er fátt kann
 segia, 
þat
 er osnotrs aþal.
Enn aldna iotvn ec sotta, 
nv em ec aptr vm
 kominn, 
fát gat ec þegiandi þar;
 
ma
/rgom orþom 
melta ec i mínn
 frama 
i Svttvngs solom.
Gvnnla/d mer vm gaf 
gvllnom
 stóli á 
drycc
 ins dyra miaþar; 
ill iþgiold
 
let ec hana eptir
 hafa 
sins ins heila hvgar,
 
sins ins svara seva.
Rata mvnn 
letomc rvms vm
  
oc
 vm griot gnaga; 
yfir
 oc vndir 
stoðomc iotna vegir,
 
sva hetta ec ha
/fði til.
Vel keyptz litar 
hefi ec vel notiþ,
 
ss
 er froþom vant; 
þviat Ódrerir
 
er nv vpp
 kominn 
á alda vés iarþar.
Ifi er mer á, 
at ec vera en kominn
 
iotna gorðom
 or, 
ef ec Gvnnladar ne nytac,
 
ennar goðo kono,
 
þeirrar er la
/gdomc arm yfir.
Ens hindra dags 
gengo hrimþvrsar
 
Hava ráþs at fregna
 
Hava ha
/llo í; 
at Ba
/lverci þeir spvrðo, 
ef hann
 veri m ba/ndom cominn 
a
 hefdi hanom Svttvngr of sóit.
/geiþ Oðinn 
hygg
 ec at vnnit hafi; 
hvat scal hans trygðom trva?
 
Svttvng svikinn
 
hann
 let svmbli fra 
oc
 grotta Gvnnla/ðo.
Mál er at þylia 
þvlar stóli a
 
Vrþar brvnni at;
 
sa ec oc þagþac,
 
sa ec
 oc hugþac, 
hlydda ec a manna
 mál; 
of rvnar heyrda ec doma,
 
ne vm
 rádom þa/gðo 
Hava ha
/llo at, 
Háva hollo i,
 
heyrda ec segia sva:
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer
 mvno góð ef þv getr: 
nótt þv
 risat, 
nema á niósn ser
 
a
 þv leitir þer innan vt staðar.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
fiolkvnnigri kono
 
scalatv i faðmi sofa,
 
sva at hon
 lyki þic lidom.
Hon sva gorir, 
at þu gáir eigi
 
þings ne þioðans máls;
 
mat þv villat
 
ne mannzkiss
 gaman, 
ferr
 þv sorgafvllr at sofa.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
annars kono
 
teygðo þer
 aldregi 
eyrarvno at.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en
 þv ráð nemir, 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
a fialli eþa
 firði 
ef þic fara tídir,
 
fastv at virði vel.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
illan mann
 
lattv aldregi
 
oha
/pp at þer vita; 
þviat af illom
 manne 
for þv aldregi
 
giold ens góða hvgar.
Ofarla bíta 
ec sa einom
 hal 
orð illrar kono;
 
flaraþ tvnga
 
varþ hanom
 at fiorlagi 
oc
 þeygi vm sanna sa/c.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
ueitztv, ef þv vin át
 
þannz þv vel trvir,
 
farþv at finna opt;
 
þviat hrísi vegs
 
oc
 hávo grasi 
vegr er vetki treyþr.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
goðan mann
 teygðo þer 
at gamanrvnom
 
oc
 nem licnargaldr, meþan þv lifir.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
vin þinom
 
ver
 þv aldregi 
fyrri at flavmslitom;
 
sorg etr hiarta,
 
ef þv segia ne náir
 
eínhveriom
 allan hvg.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
orþom
 scipta 
þv scalt aldregi
 
viþ osvinna apa;
Þviat af illom manne 
mvndo aldregi
 
goþs la
/n vm geta; 
enn
 goðr maþr 
mvn þic gorva mega
 
licnfastan at lofi.
Sifiom er þa blandat, 
hverr
 er segia reþr 
einom
 allan hvg; 
alt er betra
 
en
 se brigðom at vera, 
era sa uinr a
/ðrom er vilt eit segir.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
þrimr orðom
 senna 
scalatu þer
 viþ verra mann; 
opt inn
 betri bilar, 
þa er inn
 verri vegr.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
scósmíþr
 þv verir 
ne sceptismiþr,
 
nema þv sialfom
 þer ser; 
scór er scapaþr
 illa 
a
 scapt se rangt, 
þa er
 þer ba/ls beðit.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
hvars þv ba
/l kant, 
qveþþv þer
 ba/lvi at 
oc
 gefat þinom fiandom friþ.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
illo feginn
 
verþv aldregi,
 
en
 lát þer at goðo getið.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
upp
 líta 
scalattv i orrosto
 
— gialti glikir
 
verþa gvmna synir
  
síþr
 þitt vm heilli halir.
Radomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þu getr:
 
ef þv vilt þer
 goda kono 
qveþia at gamanrvnom
 
oc
 fa fa/gnvð af, 
fa
/gro scaldv heita 
oc
 lata fast vera; 
leiþiz mange gott ef getr.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
varan bid ec þic vera
 
oc
 eigi ofvaran, 
ver
 þv viþ a/l varastr 
oc
 v annars kono 
oc
 v þat iþ þriðia, 
at þiofar ne leiki.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
at háði ne hlátre
 
hafðv aldregi
 
gest ne ganganda.
Opt vito ogorla 
þeir er sitia inni fyr,
 
hvers þeir ’ro kyns er
 koma; 
erat
 maþr sva goþr, 
at galli ne fylgi,
 
ne sva illr, at einvge dvge.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
at három
 þvl 
hleþv aldregi,
 
opt er
 gott þat er gamlir qveþa; 
opt or sca
/rpom belg 
scilin orð coma,
 
þeim
 er hangir m hám 
oc
 skollir m scrám 
oc
 váfir m vilmogom.
Raðomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þv getr:
 
gest þv ne geyia
 
ne a grind hrokir,
 
get þv váloþom
 vel.
Ramt er þat tre 
er riþa scal
 
a
/llom at vpploki; 
/g þv gef, 
eþa þat
 biðia mvn þer 
les hvers a liðo.
Raþomc þer, Loddfafnir! 
en þv ráð nemir,
 
nióta mvndo ef þv nemr,
 
þer mvno góð ef þu getr:
 
hvars þv a
/l dreckir, 
kios þv þer
 iarðar megin, 
þviat iorð tecr við a
/lþri, 
enn
 eldr vid sóttom, 
eik viþ abbindi,
 
ax við fiolkyngi,
 
ha
/ll v hýrogi, 
heiptom
 scal mána qveþia, 
beiti v
 bitsóttom 
enn
 v ba/lvi rvnar, 
fold scal v
 floði taca.
Veit ec at ec hecc 
vindga meiði a
 
netr allar nío,
 
geiri vndaþr
 
oc
 gefinn Oðni, 
sialfr sialfom
 mer, 
a þeim
 meiþi, 
er mangi veit,
 
hvers hann
 af rótom renn.
Við hleifi mic seldo 
ne viþ hornigi,
 
nysta ec niþr,
 
nam
 ec vp rvnar, 
opandi nam,
 
fell ec aptr þaðan.
Fimbvllióð nío 
nam
 ec af enom fregia syni 
Ba
/lþorn Bestlo fa/dvr; 
oc
 ec dryc of gat 
ens dyra miaðar
 
a
/sinn Oðreri.
Þa nam ec frovaz 
oc
 froþr vera 
oc
 vaxa oc vel hafaz; 
orð mer
 af orði 
orz leitaði,
 
verc mer
 af verki 
vercs leitaþi.
Rvnar mvnt þv finna 
oc
 raðna stafi, 
mioc stóra stafi,
 
mioc stinna stafi,
 
er fáþi fimbvlþvlr
 
oc
 gorðo ginnregin 
oc
 reist hroptr ra/gna.
Oþinn m asom 
enn
 fyr alfom Dainn, 
Dvalinn
 oc dvergom fyr, 
Asvidr
 
iotnom
 fyr, 
ec reist sialfr svmar.
Veiztv hve rista scal? 
veiztv hve raþa scal?
 
veiztv
 hve fá scal? 
veiztv
 hve freista scal? 
veiztv
 hve bidia scal? 
veiztv hve
 blóta scal? 
veiztv
 hve senda scal? 
veiztv
 hve soa scal?
Betra er obeþit 
enn
 se ofblotiþ, 
ey ser til
 gildis giof; 
betra
 er osennt 
enn
 se ofsóit. 
Sva
 Þvndr vm reist 
fyr
 þioþa ra/c, 
þar hann
 vp vm reis 
er
 hann aptr of kom.
Lioþ ec þa/ kann, 
er kannat þioðans kona
 
oc
 mannzcis ma/gr; 
hialp heitir
 eitt, 
enn
 þat þer hialpa mvn 
v
 sa/com oc sorgom 
oc
 svtom gorvollom.
Þat kann ec annat, 
er þvrfo yta synir
 
þeir er
 vilia lecnar liva: 
.   .   .   .   .
 
.   .   .   .   .   .
 
.   .   .   .   .   .   .   .   .
Þat kann ec þriþia, 
ef mer
 verþr þa/rf micil 
haptz v
 mina heiptma/go: 
eggiar ec deyfi
 
minna andscota,
 
bitaþ þeim
 vapn ne veler.
Þat kann ec et fiorþa, 
ef mer
 fyrðar bera 
ba
/nd at boglimom: 
sva
 ec gel, 
at ec ganga ma,
 
sprettr mer
 af fótom fiotvrr, 
en
 af ha/ndom hapt.
Þat kann ec it fimta, 
ef ec se af fári scotinn
 
fleín i folci vaða:
 
flygra
 hann sva stint, 
at ec sta
/dvigac, 
ef ec hann
 siónom of sec.
Þat kann ec et setta, 
ef mic serir þegn
 
a rótom
 rás viðar, 
oc
 þann hal 
er
 mic heipta qveþr, 
þann
 eta meín heldr enn mic.
Þat kann ec it siaunda, 
ef ec se havan loga
 
sal vm
 sessma/gom: 
brennrat sva breit,
 
at ec hanom
 biargigac, 
þann
 kann ec galdr at gala.
Þat kann ec iþ átta, 
er
 a/llom er 
nytsamlict at nema:
 
hvars hatr vex
 
m
 hildings sonom, 
þat
 ma ec bota bt.
Þat kann ec iþ níunda, 
ef mic na
/þr vm stendr 
at biarga fari míno a floti:
 
vind ec kyrri
 
vagi á
 
oc
 svefic allan se.
Þat kann ec iþ tíunda, 
ef ec se tvnriþor
 
leica lopti a:
 
ec sva vinc,
 
at þer villar fara
 
sinna heim
 hama, 
sinna heim
 hvga.
Þat kann ec iþ ellipta, 
ef ec scal til
 orrosto 
leiþa langvini:
 
vndir
 randir ec gel, 
enn
 þeir m ríki fara 
heilir hildar til,
 
heilir hildi fra,
 
coma þeir heilir hvaþan.
Þat kann ec iþ tolpta, 
ef ec se a tre vppi
 
vafa virgilná:
 
sva ec rist
 
oc
 i rvnom fác, 
at sa gengr gvmi
 
oc
 melir v mic.
Þat kann ec iþ þrettánda, 
ef ec scal þegn vngan
 
verpa vatni á:
 
mvnaþ hann
 falla, 
þótt
 hann i folc komi, 
hnígra
 sa halr fyr hiorom.
Þat kann ec iþ fiugrtánda, 
ef ec scal fyrða liþi
 
telia tiva fyr:
 
asa
 oc alfa 
ec kann
 allra skil, 
fár kann
 osnotr sva.
Þat kann ec iþ fimtánda, 
er
 gól Þioðreyrir 
dvergr fyr
 Dellings dvrom; 
afl gol hann
 asom, 
enn
 alfom frama, 
hyggio Hroptaty.
Þat kann ec iþ sextánda, 
ef ec vil ins svinna mans
 
hafa ged oc alt oc gaman:
 
hvgi ec hverfi
 
huítarmri kono
 
oc
 sny ec hennar a/llom sefa
Þat kann ec iþ siautiánda, 
at mic mvn
 seint firraz 
eþ manvga man.
 
Lioþa þessa
 
mvn þv, Loddfafnir!
 
lengi vanr vera,
 
þo se þer
 goð ef þv getr, 
nyt ef þv nemr,
 
þa
/rf ef þv þiggr.
Þat kann ec iþ átiánda, 
er
 ec æva kennig 
mey ne mannz kono,
 
— alt er
 betra 
er
 einn vm kann, 
þat fylgir
 lioða locom, — 
nema þeirri einni,
 
er mic armi verr
 
a
 min systir se.
Nv ero Hava mál qveðin 
Háva ha
/llo i 
allþa
/rf yta sonom, 
oþa
/rf iotna sonom; 
heill sa er qvað!
 
heill sa er kann!
 
nióti sa er
 nam! 
heilir þeirs hlyddo!