quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Havamal o Verbo do Altíssimo parte final


primeiro texto no seguinte link:

Hävamal Tradução :

1 O Homem que está de pé ante uma porta estranha, deve ser cauteloso antes de cruza-la, esteja atento:
Quem sabe de antemão que inimigos podem estar esperando por ele na entrada?

2 Sauda o anfitrião, aquele que é esperado chegou. Onde se sentará? Imprudente é aquele que ante as portas desconhecidas confia em sua boa sorte,

3 O fogo é necessário para um recém chegado cujos tornozelos estão gelados e adormecidos. Carne e linho limpo necessita um homem que viaja através da tormenta,


4 Agua também para que possa limpar-se antes de comer. Toalhas e um cordial bem vindo, Palavras cortezes, logo cortês silêncio para que possa narrar sua história,

5 Quem viaja muito necessita de inteligência, o tonto deve manter-se em casa. O homem ignorante gargalha quando se senta com o sábio,

6 Sobre seu conhecimento um homem nunca deve fazer alarde. Faz bem calar seu discurso quando um mais sábio chega a sua casa. Raramente aqueles que estão calados comenten erros. A  mãe da inteligência é sempre uma amiga fiel,

7 Um hóspede deve ser cortês quando chega a mesa, e deve sentar-se em prudente silêncio, seus ouvídos atentos, seus  olhos alertas: Assim ele se protege,

8 Afortunado é quem está favorecido em sua vida com equilíbrio e palavras de sabedoria: O mal conselho é muito dado por aqueles de coração malígno,

9 Bendito é aquele que em sua própria vida se outorga equilíbrio e ingenhosidade. Porque o conselho perverso é muito dado por mortais aos demais,

10 Melhor coisa que o bom senso um viajante não pode levar. Melhor que as riquezas para um homem dedicado, suporte de sua própria casa,

11 Melhor coisa que o bom senso um viajante não pode levar. Uma carga mais tediosa que demasiada bebida um vijante não pode levar,

12 O menor bem que a fé produz é o hidromel para os filhos dos homens: Um homem sabe cada vez menos quando bebe cada vez mais, e torna-se um nécio turvo dos sentidos,

13 Eu conheço o nome que o homem dá aquele que pavoneia nas festas: Atrapalhado em suas “penas” estava aquela noite, quando foi um convidado na corte de Gunnlod,

14 Bêbado estava, bêbado até a morte, quando o sábio veio falar comigo: Melhor é o banquete do que recordar-se depois, e lembrar-se do que se passou,

15 O silêncio se dirige ao Filho de um Princípe, estar calado porém valente na batalha: Convém a um homem ser feliz e contente até o dia de sua morte,

16 O covarde crê que viverá para sempre se se retira durante a batalha, porém na velhice não terá nenhuma paz mesmo que as lanças tenham evitado seus membros,

17 Quando se encontra com seus amigos, os tontos e zombeteiros, será o princípe tímido e vergonhoso. Então beberá a largos goles seu hidromel e imediatamente todos saberão o idiota que é,

18 Aqueles que tem visto e tem sofrido muito, e sabem as maneiras do mundo que tem percorrido, podem dizer que espírito governa aos homens que encontram,

19 Bebe teu hidromel, porém com moderação. Fala com sentido ou te mantém em silêncio. Nenhum homem é chamado de descortês se se atém a um momento correto,

20 Um homem glutão que bebe muito atrae dor sobre sí: Na mesa do sábio ele muito reclama, se remeche por sua barriga inchada,

21 A manada sabe quando é seu tempo, e deixa a terra rapidamente. Porém o glutão nunca sabe quanto sua barriga é capaz de reter,

22 Um peverso mal-humorado, o homem infeliz ridiculariza tudo que vê,  relama de outros e se nega a ver as faltas nele próprio,

23 Tolo é aquele que se irrita durante a noite, e desperto está preocupado. Homem fatigado está quando a manhã chega, e encontra então tudo tão mal quanto antes,

24 O nécio pensa que aqueles que riem com ele são todos seus amigos. Desprevenido quando ele se senta com homens mais sábios. Como perversamente falam dele,

25 O nécio pensa que estes que ríem com ele são todos seus amigos: Quando sobrevêm alguma coisa e chama por apoio; Poucas vozes encontra,

26 O nécio crê estar cheio de sabedoria. Contudo ao se sentar junto a sua lareira em casa, rápidamente descobre quando é interrogado por outros, que ele absolutamente sabe menos que nada,

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27 O tolo ignorante faz bem em estar calado, quando se move entre outros homens, ninguém saberá que é uma mente simplória até que comece a falar, ninguém sabe menos que o homem que fala demasiado,

28 Perguntar bem, contestar devidamente, são as marcas de um homem sabio: Os homens devem falar dos feitos dos homens, o que se passa não deve ser ocultado,

29 Sábio não é quem nunca está calado e balbucia palavras sem sentido: Um linguarudo  eloquente que segue falastrão, canta a seu próprio dano,

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30 Um homem entre amigos não deve falar de outro: Muitos podem creer no homem que não é questionado, que sabe muito. E é assim que escapa de seu desdém,

31 O convidado prudente tem sua maneira de tratar com aqueles que o ridicularizam a mesa: Ele sorri através da comida e não parece ouvir as bobagens faladas por seus inimigos,

32 Os melhores amigos podem se digladiar quando sentam-se a mesa do banquete: É uma vergonha quando um convidado entra em richa com outro convidado,

33 Uma boa refeição um homem deve fazer antes de visitar seus amigos, para que ao chegar ali, não esteja faminto e temeroso de pedir comida,

35 Ao falso amigo o caminho é sempre custoso, mesmo que sua casa esteja no caminho. Ao bom amigo há sempre um atalho, mesmo que seja um lugar longínquo,

35 O convidado discreto tomará licença rápidamente, e não permanecerá por muito tempo: Ele percebe o local de onde se despede, como não sendo o seu próprio,

36 Uma cabana pequena de um só  cômodo é melhor. Um homem é amo em sua casa. Um par de cabras  e um telhado simples, todavia são melhores do que mendigar,

37 Uma cabana pequena de tua propriedade é melhor. Um homem é amo em sua casa: Seu coração sangra no mendigo que deve pedir por cada bocado de comida,

38 Um Viajante não deve caminhar desarmado, deve porém Ter suas armas a mão: Não sabe quando necessitará de sua lança, ou que ameaça se encontra no caminho,

39 Nenhum homem é tão generoso que não aceite um presente em troca de outro. Nenhum homem é tão rico que realmente não precise ser reembolsado,

40 Uma vez que se tenha ganhado bastante riqueza, Não se deve pedir mais: O que se guarda para os amigos, os inimigos podem tomar. A confiança é muito mentirosa,

41 Com presentes os amigos devem se comprezer. Com um escudo ou uma custosa roupa: O dar mutuamente faz amizades tão grandes de maneira que a vida muito valha,

42 Um homem deve ser fiel na vida com os amigos. E deve devolver presente por presente. Rir quando eles rirem. Porem a um inimigo falso que mente, com mentiras deve pagar,

43 Um homem deve ser fiel através da vida com seus amigos, A eles e aos amigos de seus amigos. Porém nunca deve um homem fazer oferta de Amisade a seus inimigos,

44 Se encontras a um amigo em que confia totalmente e deseja para ti boa vontade, troca pensamentos, troca presentes, e costume visitar sua casa,

45 Se tratas com outro em que tú não confias, porém deseja para ti boa vontade. Seja justo em palavra porém falso em pensamento e de-lhe, mentira por mentira,

46 Também com um que não confias e duvidas do que ele quer fazer. Palavras falsas com sorrisos justos podem fazer com que o presenteie com o que desejas,

47 Jovem e só em um longo caminho, uma vez perdi meu rumo: Rico me sentia quando encontrei a outro por ali; o homem se alegra no homem

48 Os generosos e valentes tem melhores vidas, raramente são assombrados por preocupações. Porém o homem ruim vê problemas por toda a parte e, ganancioso, se aflige por vantagens,

49 Duas estacas de madeira se achavam em uma falha, nelas coloquei minha roupa: Vestidas em linho pareciam bem nascidas. Porém eu, desnudo, era um nada;

50 O jovem abeto que cae e apodrece e não tem nem espinhos ou serventia, é tal e qual o destino de um homem sem aliados: Por que deveria ele viver muito tempo?

51 Mais abrasador que o fogo entre os falsos corações, arde a amizade durante cinco dias. Porém derepente afroxa quando o sexto amanhece: Débil sua amizade é então;

52 Uma palavra amável não necessita muito custo. O preço de um elogio pode ser barato: Com a metada de uma moeda e um cálice vazio eu encontro um amigo;


53 Pequena como um grão de areia, pequena como uma gota de orvalho. Pequenas as mentes dos homens: Todos os homens não são iguais em sabedoria. O “meio sábio” está em toda parte;

54 É melhor para o homem ser um sábio mediano. Nem demasiado inteligente ou ingenhoso: O homem sábio cuja erudição é grande, muito raramente se contenta;

55 É melhor para o homem ser meio sábio. Nem demasiado inteligente ou engenhoso: A vida mais querida é levada por aqueles que são completamente capazes no que fazem;

56 É melhor para o homem ser meio sábio. Nem demasiado inteligente e engenhoso: Nenhum homem pode saber o futuro. Assim permite-se que durmam em paz;

57 A tocha arde até que a apaguem, a chama é vivificada pela chama: Um homem por outro é conhecido por sua fala. O tolo por seu silêncio;

58 Rápido deve alçar-se o que tem planos na terra ou vida de outros: A presa escapa do lobo prostrado. O dormente raramente é vitorioso;

59 Rápido deve alçar-se o que governa a poucos serventes. E deve coloca-los para trabalhar em seguida: Grande é a perda para o que dorme até tarde. A fortuna por ele foi ganhada rápido;

60 Um homem deve saber quantos troncos deve armazenar no outono. Assim terá bastante madeira para o fogo no inverno;

61 Banhado e alimentado, você pode viajar a corte: Mesmo que a roupa seja a pior para usar. Ninguém deve estar envergonhado de seus sapatos ou meias. Nem do cavalo que possui. Mesmo que não seja um cavalo de raça;

62 Como a aguia que vem a borda do oceano. Sente o ar e maneia a cabeça. Confuso é aquele que não encontra na corte, o Thing, alguém que lhe seja partidário para alegar seu caso;

63 É seguro contar um segredo a um. Arriscado conta-lo a dois. Conta-lo a três é uma tolice irreflexível, todos os demais o saberão;

64 Moderado no concílio um homem deve ser. Nem brutal ou exagerado: Entre os valentes o bravo encontrará outros tão atrevidos como ele mesmo;

65 Muitas palavras proferidas a outros, hão de soar como algo doentio;

66 Demasiado pronto a muitas casas eu cheguei. Demasiado tarde, parecia a alguns. A cerveja havia terminado ou estava por ser preparada. O impopular não pode agradar;

67 Alguns me levaram a visitar suas casas. Porém nenhum pensou que eu havia comido UMA “refeição” inteira, anteriormente  com um amigo que possuia DUAS;

68 Nestas coisas se deve pensar melhor: Fogo, a visão do sol. Boa saúde, como um presente para guarda-la. E uma vida evitando o vício;


69 Nem todos os homens enfermos são absolutamente infelizes: Alguns são benditos com seus filhos. Alguns com seus amigos. Alguns com as riquezas. Alguns com trabalhos dignos;

70 Sempre é melhor estar vivo. O vivo pode cuidar de sua criação. Fogo, eu vi acalentando a um homem endinheirado. Com um cadáver frio em sua porta;

71 O cocho pode manejar um cavalo, o manco um rebanho. O surdo ser um forte lutador. Ser cego é melhor do que arder em uma pira: Não há nada que um morto possa fazer;

72 Um filho é uma benção, mesmo que tenha nascido tarde a um pai que já não está mais vivo: As pedras raramente estariam de pé no caminho, se os filhos não as puzessem alí;

73 Dois golpeiam a um, a lingua é a perdição da cabeça. Bolços de pele escondem punhos;

74 Aceita a noite, quem possuir bastante provisões. Curtas são as velas de um navio. Perigosa é a obscuridade no outono. O vento pode virar dentro de cinco dias. E muitas vezes por um mês;

75 O meio sabio não sabe que o ouro faz a diferença de muitos homens: Um é rico, um é pobre, não há culpa nisto;

76 O gado morre, os parentes morrem, e cada homem é mortal: Porém o bom nome daquele que fez o bem, nunca morre;

77 O que foi ganho morre, os parentes morrem, cada homem é mortal: Porém eu sei que uma coisa nunca morre. A glória do grandioso, agora morto;


78 Campos e rebanhos possuiam os filhos de Fitjung. Estes que agora levam cuias de mendigos: A riqueza pode desaparecer no piscar de um olho. O ouro é o mais falso dos amigos;

79 No nécio que adquire posses e terras. Ou ganha o amor de uma mulher. Sua sabedoria mingua com o aumento de seu orgulho. Ele se cerca do aprisionamento da vaidade;

80 Agora tu contestas o que perguntavas as runas! Gravadas por Deuses! Feitas pelo Pai de Todos! Enviadas pelo sábio poderoso: É melhor que o homem permaneça calado;

81 Por estas coisas da graças ao anoitecer: Um dia terminado. Uma tocha acesa. Uma espada provada. A confiança de uma donzela. O gelo quando devidamente cruzado. E a inebriação da cerveja;

82 Corta madeira em tempo de vento, em bom tempo navegue. Narra a noite contos as donzelas da casa. Pois de dia demasiados olhos estão abertos: De um navio espera velociade. De um escudo, cobertura. Agudeza de uma espada. E um beijo, de uma donzela;

83 Bebe cerveja em correto lugar. Sobre o gelo, deslize. Compra uma espada untada. Campra uma égua magra para engordar em casa: Engorda ao cão que o protege;

84 Nenhum homem deve confiar nas palavras de uma donzela, nem em que uma mulher fala: Discutir em uma roda é o coração das mulheres. Em seus corações o capricho se implantou;

85 Uma reverência visível. Uma chama ardente. Um lobo sorridente. Um javali “grunhindo”. Um corvo rouco. Uma árvore sem raiz. Uma onda rompente;

86 Uma flecha voando, uma maré minguando. Uma víbora enrolada, no gelo da noite. O lençol da cama de uma noiva, uma espada curva. O jogo de um urso, os filhos de um príncipe;

87 A saudação de uma bruxa, o temperamento de um escravo. O curador enfermo, um cadáver ainda fresco;

88 O assassino de um irmão que encontra no caminho uma casa meio queimada. O piso de um caminho onde se tenha torcido a perna. Nunca se está seguro: Não permitas a nenhum homem confiar nestas coisas;

89 Não confíes em plantação dita muito pronta. Nem se gabe de filho dito muito pronto: O clima governa a plantação. O genio ao filho. Ambos se expõe ao perigo;


90 Amar a uma mulher cujas maneiras são falsas, é como transportar-se em treno sobre gelo fraco, e com cavalos fora de controle, muito mal treinados e de dois anos de idade. O flutuar rudemente em mar agressivo. O colher um reino com as mão sujas. Em uma ladeira escorregadia: Pensa em nunca fazer isto;

91 Nú agora posso falar porque sei de ambos: Os homens são traiçoeiros. Contudo falamos mais ternamente, quanto mais falso pensamos. Largamente  uma donzela é enganada;

92 Galantemente deve falar e presentes trazer, aquele que deseja o amor de uma mulher. Elogie a doçura da pequena pretendida: Quem corteja bem conquistará;

93 Nunca reprove a outro por seu amor. É comum que a beleza em muito atraia ao sabio com o desejo. Contudo o tolo permanece firme;

94 Nunca reproves o estado de outro. Pois acontece a muitos homens, que o forte desejo pode vir a entorpecer aos herois, e embotar a inteligência do sábio;

95 Somente a mente sabe o que está acerca do coração, cada um é seu próprio juiz: A pior enfermidade para um homem sábio é desejar o que não pode desfrutar;

96 Assim aprendi eu quando me sentei aguardando Ter meu desejo: Querida era a carne da donzela de meus esforços. Porém não espere que nada aconteça;

97 Vi na filha de um vendedor de camas, branca como Sowelo, dormindo: Nenhum deleite maior desejei então, do que estar em seus encantadores braços;

98    Vem Odhinn, depois do anoitecer, se desejas reunirte comigo. Tudo estaria perdido se alguém nos visse e viesse a supor que somos amantes;

99    Ardendo com desejo, eu a deixei então. Enganado por suas suaves palavras. Pensei que meus galanteios haviam ganhado a donzela, que engano cometí;

100Depois do anoitecer deu-me pressa. Porém os guerreiros estavam todos despertos. As luzes ardendo, as tochas flamejantes: Assim falso mostrou-se o caminho;


101Até a alva regressei. Os guardas pareciam estar dormindo: Então encontrei a tão querida mulher com um cão amarrada a sua cama;

102 Muitas donzelas, quando alguém supõe conhece-las, demostram ser inconstantes e falsas: Esta donzela traiçoeira mostrou-me uma lição. A mulher astuta cobriu-me com vergonha. Isto foi tudo que recebí dela;

103 Um homem e seus  convidados devem estar alegres e joviais. Modesto um homem deve ser, contudo fala bem se supõe que é sábio e espera a consideração dos homens. Fimbul fambi é chamado o nécio, incapaz de abrir sua boca;

104 Infrutífero, meu erro me teria calado quando cheguei as cortes de Sutting: Com palavras vivas falei em meu proveito, no vestíbulo do gigante ancião;

105 Rati havia roido uma passagem estreita. Mastigou um canal de pedra. Um caminho por entre os caminhos de gigantes. Estava para perder minha cabeça;
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106 Gunnlod sentou-me em seu assento dourado. Verteu a mim seu precioso hidromel. Dolorosa recompensa ela teve de mim por isto. Por seu coração orgulhoso e apaixonado, seu espírito pleno de presentimentos;

107 O que ganhei dela tenho usado bem. E cresci forte em sabedoria desde que regressei e e fui ao Aesgard Odrerir, a sagrada cidadela;

108 Apenas haveria chegado em casa vivo, desde as terras do sinistro troll. Gunnlod não me ajudou, A boa mulher. Aquela que envolveu-me em seus braços;

109 No segundo dia em que os Gigantes vieram, caminhando na casa de HAR para pedir o conselho de HAR: “Haverá BOLVERK – eles perguntaram – regressado com seus amigos. Ou Teria sido morto por SUTTUNG?

110 ODHINN, eles disseram, pronunciou um juramento em seu anel: “Quem de hoje em diante confiará nele? Por engano durante a festa ele turvou os sentidos de SUTTUNG e trouxe pesar a GUNNLOD;

111 É tempo de cantar no assento do sábio, disto que no poço de Urd eu ví o silêncio, ví e pensei. Muito tempo escutei as Runas dos homens falarem, os conselhos revelados. Na casa de HAR. Na casa de Har, ali ouvi isto;

112 LODDFAFNIR escuta meu conselho: Viajarás bem se seguir isto, te ajudará muito se o considerar. Nunca te levantes a noite a menos que necessites observar, ou aliviarte fora de casa;

113 Sei de uma mulher, sabia em magia. De sua cama e seus braços;

114 Se ela lançar um feitiço, nunca mais te preocuparás de encontrar e falar com homens. Não desejará comida, e nem desejarás prazer. Em dor dormirás;

115 Nunca seduzas a esposa de outro. Nunca a faça tua amante;

116 Se deves viajar por montanhas e vales. Leve comida e forragem contigo;

117 Nunca abras teu coração a um homem malvado, quando a fortuna não está a teu favor: De um homem malvado, se o fazes teu amigo, obterás mal por bem;

118 Vi a um guerreiro ferido fatalmente pelas palavras de uma mulher malvada. Sua lingua habil causou sua morte, mesmo que o que tenha alegado seja mentira;


119 Se conheces a um amigo em que podes confiar totalmente, visita tua casa. Pasto e moitas crescem rapidamente na via não transitada;


120 Com um bom homem é bom falar. Torna-o teu melhor amigo: Porém não gastes nenhuma palavra com um tolo nécio. E nem te sentes com um símio insensato;

121 Aprecie aqueles que estejam a tua volta. Nunca sejas o primeiro a romper com um amigo. A aflição devora aquele que já não pode abrir seu coração a outro;.

122 Um homem mal , se o fazes teu amigo, Te dará mal por  bem:

123 Um homem bom , se o fazes teu amigo, te acolherá em todo lugar,

124 O afeto é mutuo quando os homens podem abrir todo o seu coração aos demais: Aquele cujas palavras sempre são belas é falso e não é de confiança.


125 Não repitas nenhum discurso com um homem mal: Em principio o melhor é vencido em uma discusão, por aquele que é  pior.


126 Não seja sapateiro remendador, nem entalhador de árvores, exceto para ti mesmo: Se um sapato se ajusta mal ou uma árvore cai torta, o fabricante obtem maldições e patadas.

127 Se estás consciente que o outro é perverso, diga: não tenho trégua ou acordo com inimigos

128  Nunca compartilhe oque foi vergonhosamente obtido. Porém permite o que é legal .


129 Nunca alce os teus olhos em busca de uma batalha, a menos que os heróis te encantem

130 Com uma boa mulher, se desejas desfrutar suas palavras e sua boa vontade, comprometa-se justamente e seja fiel a ela: Desfrute do bem que ela te der,

131 Não sejas exageradamente cautelozo, porém seja suficientemente cautelozo , Primeiro, da cerveja espumante, Segundo, de uma mulher casando-se com outro, Terceiro, dos truques dos ladrões.

132 Não te burle do vilarejo encontrado no caminho. Não rias maldosamente do necessitado:


133 A gente sentada na entrada raramente conhece o tipo de pessoa que é o recém chegado: O melhor homem é destruido por faltas, O pior não o é sem precisar.

134 Nunca rias dos mais velhos, quando oferecem conselho, a principio suas palavras são sábias : de suas mãos enrugadas, de coisas raras que dão entre a pele e que se movem em meio aos intestinos, palavras claras vem a principio.

135 Não rias dos necessitados nem a porta os percigas, porem socorre ao solitário e o infeliz,

136 Forte seja a viga sobre a porta; Coloque uma ferradura nela Contra a má sorte, para que não se rompa de repente e esmague seus convidados.


137 Remédios existem contra todos os males: Terra contra a embriagues, limpeza contra o verme, simplicidade contra a suntuosidade. Mas contra feitiçaria: União contra a ruptura, runas contra palavras. A lua contra os feudos, fogo contra o mar. A terra torna inofensiva os dilúvios;

138 Ferido estava eu em um local varrido pelo vento, Durante nove longas noites, ferido por uma lança, prometida a Odhinn, ofereci- me em sacríficio, Os mais sábios não sabem de onde saem as raízes desta antiga árvore

139 Não me deram nenhum pão. Não me deram nada de hidromel, minha cabeça pendia. Com um forte grito tomei as runas, e daquela árvore caí;

140 Nove disposições aprendi do famoso Bolthor, pai de Bestla: Ele me verteu uma dose de precioso hidromel. Mesclada com Odrerir mágico;

141 Crecí forte e lancei bem: Palavra por palavra me deram palavras. Feito por feito me deram feitos;

142 Runas encontrarás e estrofes legíveis. Estrofes muito fortes, estrofes muito robustas. Estrofes que Bolthor pintou, feitos por poderes enormes. Gravadas pelo Deus Profético;

143 Para os Deuses e por Odhinn. Para os Elfos por Dain. Por Dvalin, também, para os anões. Por Asvid para os odiosos gigantes. E para alguns eu mesmo entalhei: Thund, antes que o homem fosse feito, as entalhou. Quem quer fazer-se o primeiro, instrua-se com isto;

144 Aprende como corta-las, aprende como le-las, aprende como pinta-las, aprende como prova-las, aprende como evoca-las, aprende como anota-las, aprende como espalha-las, aprende como dispensa-las;

145 Melhor não pedir muito ou prometer demasiado. Pois presente exige presente. Melhor não matar do que matar em demasia;

146 O primeiro encantamento que é desconhecido a governantes. Ou qualquer espécie do genero humano. Assintência é chamada, porque ajuda pode se dar em horas de dor e angustia;

147 Conheço um segundo que os filhos de homens devem aprender se desejam ser curandeiros;

148 Conheço um terceiro: No calor da batalha. Se tenho grande necessidade, embotará as lâminas dos inimigos. Suas armas não faram nenhum dano;

149 Conheço um quarto: Me livrará rápidamente se os inimigos querem sujeitar-me rápido com correntes fortes. Um encanto que faz com que os grilhões saltem dos pés, e as ataduras saiam das mãos;


150 Conheço um quinto: Nenhuma flecha em movimento. Apontada para causar dano aos homens. Demasiado rápido votará, como que para colhe-la com meus dedos. E sustento-a em meio ao ar;

151 Conheço um sexto: Me salvará se um homem entalha runas nas raízes de uma árvore, com o intento  de ferir-me. Assim volta-se o feitiço. O odioso prejudica-se, não eu;

152 Conheço um sétimo: Se estou em casa, e chamas estão em volta de meus companheiros. Por mais quentes que estejam, eles nada sentem, se me ponho a cantar o feitiço;

153 Conheço um oitavo: Por meio dele todos se alegram, o mais útil para os homens: Se o ódio ruge no coração de um guerreiro, rápido o acalmará e o curara;

154 Conheço um nono: Quando necessito salvar meu barco da inundação. O vento se acalmará, as ondas se reduzirão, e colocarei o mar para que durma

155 Conheço um décimo: Se fantasmas perturbadores, colocam-se em meio ao alto do lugar, posso faze-los vagar perdidos. Incapazes de encontrar suas formas. Incapazes de encontrar seus lugares;

156 Conheço um undécimo: Quando guio em batalha a velhos camaradas em armas, somente tenho de coloca-los atrás de meu escudo. Sem feridas iram guerrear, sem feridas voltarão da guerra. Ilesos onde quer que estejam;

157 Conheço um décimo segundo: Se uma árvore tem um enforcado dependurado, posso nele entalhar e pintar runas fortes, que farão o cadáver falar, respondendo a qualquer coisa que eu pergunte;

158 Conheço um décimo terceiro. Se derramo um cálice de água em um guerreiro. Ele não se deformará nem na mais feroz batalha. Nem cairá abaixo da espada;

159 Conheço um decimo quarto que poucos conhecem: Se falo a uma tropa de guerreiros sobre os Altissimos, Elfos e Deuses, posso nomea-los um por um.( Poucos conhecem  nomes dentre simplórios).

160 Conheço um decimo quinto, que primeiro Thjodrerir cantou ante as portas de Delling, Dá poder aos Deuses, proeza aos Elfos, Dom de Hroptatyr Odhinn,

161 Conheço um décimo sexto: se vejo uma garota com quem me agradaria jogar, posso voltar seus pensamentos. Posso tocar o coração de qualquer mulher.


162 Conheço um decimo sétimo: se o canto, a jovem mulher demorará em me abandonar.

163 Aprender a canta-los, Loddfafnir, Te tomará um longo tempo, ainda que útil eles são, se os entende. Úteis se os usa. Necessários se os necessita.

164 Conheço um décimo oitavo que nunca digo a donzela ou a esposa de um homem, Um segredo que escondo de todos, Exceto  para o amor que está em meus braços, ou para minha propria irmã.

165 O sabio tem dito palavras na entrada, Necessário para os homens é saber, Desnecessário para os Trolls é saber: Hail ao porta- voz, Hail ao conhecedor, Júbilo a quem tenha entendido, Deleite  aqueles que tenham escutado.


Bibliografia:
Versos Vatanicos, Salman Rushdie;
Our Troth: Living the Troth [Kveldulf Gundarsson
Moisés e Abraão jamais existiram: Neils Peter Lemche;
The British Museum Book of the Rosetta Stone, C. ANDREWS;
Havamal em português, Clã Falkar;
An Introduction to the Germanic Tradition, Edred Thorsson;
Tanakh, a bíblia judaica;
Talmud, lei judaica;
Alcorão;
O Senhor dos Anéis, Tolkien;
Silmarillion, Tolkien;
O Hobbit, Tolkien;
Edda em Prosa, Snorri Sturluson;
Edda Poética, Snorri Sturluson;
Hävamäl in Old Norse;
Dicionário Aurélio do Português;
Cabala Mística, Dion Fortune;
Sagas Islandesas: A Saga dos Volsungos, Theo de Borba Moosburger;
Galdrabok, Edred Thorson;

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