terça-feira, 8 de março de 2011

NIBELUNGOS: TRADIÇÃO E SEGREDOS!!!

Háils Ansjus jah Wanus!
Háisl Eomersyl!
Háils Abraba Abrs Galdr
Háils Visigoths!
Háils Aliança da Águia Visigoda!




Niflungr

O termo alemão “...Nibelungen...” e os seus correspondentes em Old Norse Niflung “...Niflungr...”, é o nome em germânico da mitologia nórdica relativa a família real ou linhagem dos burgúndios, que se instalaram em Worms. A grande riqueza dos burgúndios é muitas vezes referida como o Tesouro Niblung - ou tesouro Niflung.
Em alguns textos alemães, os Nibelungos aparecem como nome dos supostos donos originais daquele tesouro, ou o nome de um dos reis de um povo conhecido como “...Os Nibelungos...”, ou em sua forma variante “...Nybling...”, como o nome de um anão ou de uma raça de anões, muitas vezes como um povo Swartalf.
Na ópera de Richard Wagner, o ciclo de “...Der Ring des Nibelungen...”, Nibelung denota um anão, ou talvez uma raça específica dos mesmos.
É dito que o poder conferido aos Nibelungos era imenso, e que em meio a tradição nórdica ocorre a citação de que:


“...Nos céus quem impera são os deuses, nas montanhas os Trols em seus cumes, porém sobre a Terra os regentes são os Nibelungos...”.


Há uma séria de interações que uma vez entendidas em relação à tradição vinculada aos Nibelungos, podem abrir realmente seus salões e tesouros para a mente devidamente preparada.
A tradição burgúndia lhe determina uma origem escandinava encontrando suporte na evidência dos topônimos e na arqueologia (Stjerna) e muitos consideram essa tradição como correta.
Possivelmente, por que a Escandinávia estava além do horizonte das antigas fontes romanas, eles não sabiam de onde os burgúndios vinham, e as primeiras referências romanas os localizavam a leste do Rio Reno. Fontes romanas antigas indicam que eles eram simplesmente outra tribo germânica oriental.
Aproximadamente em 300, a população de Bornholm (ilha dos burgúndios), desapareceu quase totalmente da ilha. Muitos cemitérios pararam de ser usados, e naqueles que ainda eram usados havia poucos sepultamentos.
No ano de 369, o imperador Valentiniano I, alistou-os para ajudá-lo na sua guerra contra as tribos germânicas, os alamanos. Nessa época, os burgúndios possivelmente viviam da bacia do Vístula, de acordo com o historiador dos godos. Algum tempo após a guerra contra os alamanos, os burgúndios foram derrotados em batalha por Fastida, rei dos gépidas, sendo subjugados e quase aniquilados.
Aproximadamente quatro décadas depois, os burgúndios reapareceram. Seguindo a retirada das tropas do general romano Estilicão para atacar Alarico I, os visigodos em 406-408, as tribos do norte cruzaram o rio Reno e entraram no Império Romano na Völkerwanderung ou “...migrações dos povos bárbaros...”. Entre elas estavam os alanos, vândalos, suevos e possivelmente os burgúndios. Os burgúndios migraram para oeste e se estabeleceram no vale do Reno.
Neste período, a aproximação das tribos em oposição aos ataques dos hunos e a tirania romana, tornou praticamente impossível o contato e mesmo a vinda de partes de oustrogodos para os visigodos e de visigodos para oustrogodos, sendo que muitos suevos, alanos, vândalos e com os mesmos burgúndios acabaram passando pelo mesmo processo.
Alguns autores defendem a origem do nome "...visigodo..." na palavra “...Visi ou Wesa...” - "...bom..." - e do nome Ostro, de “...astra...” – “...resplandescente...”.
Mas a opinião mais consagrada considera a origem da palavra na denominação de "...godos do oeste...", do alemão "...Westgoten...", "...Wisigoten..." ou "...Terwingen...", por comparação com os “...ostrogodos...” ou "...godos do leste..." — em alemão "...Greutungen...", "...Ostrogoten..." ou "...Ostgoten...”.
Os vestígios visigóticos em Portugal e Espanha incluem várias igrejas e descobertas arqueológicas crescentes, mas destaca-se também a notável quantidade de nomes próprios e apelidos que deixaram nestas e noutras línguas românicas.
Os visigodos foram o único povo a fundar cidades na Europa ocidental após a queda do Império Romano e antes do pontuar dos carolíngios.
Contudo o maior legado dos visigodos foi o Direito visigótico, com o Liber iudiciorum, código legal que formou a base da legislação usada na generalidade da Ibéria cristã medieval durante séculos após o seu reinado, até ao século XV, já no fim da Idade Média.
Em retorno aos Bungúrdios, é sabido que por um período foram amigáveis com os hunos, inclusive na citação sobre o “...Anel fos Nibelungos...”, Kremhild desposa Átila, rei dos hunos – e devemos notar que a língua usada pelos próprios unos era a dos visogodos, Átila quer dizer “...Pequeno Pai...” em gótico, e isso extreita em muito as ligações e vínculos das tradições ligadas aos “...Niflungr...”, principalmente no que tange aos “...Warms...”, ou dragões que tanto estão inseridos em meio a estas tradições, principalmente nas citações sobre seus potentes e por vezes perigosos tesouros.
Se por um breve momento pararmos para analisar toda a tradição ligada a metodologia sobre a confecção dos “...anéis de poder...” em meio a tradição setentrional, verificaremos que é muito antiga a arte, citação e uso deste meio para desencadear encantos ou métodos de magia diversos.
É citado no Skáldskaármal que os filhos de Ivald, Brokki e Eitri, dois habitantes de Nidavelir, cidadela dos anões e reino fronteiriço a Hell, eram dotados de uma habilidade tão extrema em produzir arte e magia, que a eles o próprio Loki recorreu para que fizessem uma cabeleira para Sif – pois Loki havia cortado até o raiz seus belos cabelos negros, por divertimento – e os dois irmãos criaram cabelos finíssimos feitos de ouro, que possuíam movimento por si mesmos.
Também solicitou Loki aos irmãos que fossem feitos presentes para Ferir e para Wotan, para aplacar a ira dos mesmos, de tal forma que intercedessem em seu favor quando voltasse, e assim a Gungnir de Wotan e o navio Skidbladnir de Freir, foram criados ao mesmo tempo em que a cabeleira de Sif foi feita.
Ao concluírem o trabalho, Loki reconheceu o feito, porém em sua habilidade imensa de “...cantar a seu próprio dano...”, ao invés de levar os cabelos para Sif, e desta forma aplacar a ira de Thor, exposo da Deusa - e mais, além de não enviar os tesouros de Freir e Wotan - desafiou aos dois filhos de Ivald, alegando que não poderíam terminar 3 trabalhos tão belos e explêndidos, exatamente no mesmo período de tempo que usaram para fazer os cabelos vivos de Sif.
Os Dwarfs aceitaram, e Brokki alegou que seu irmão Eitri sozinho poderia fazê-lo, porém pediram um pagamento diferente nesta empreitada, queríam a cabeça de Loki.
Apesar de atrapalhados pelo deus do fogo, lograram êxito e Loki deixou-se ter a cabeça cortada, mas exigiu que os presentes fossem entregues primeiro, inclusive os novos presentes feitos por Eitri, e que um banquete lhe fosse dado como último desejo.
Os Aesgardianos acabaram indo até os anões e solicitando que a cabeça de Loki fosse devolvida a seu corpo, de tal forma que ele voltasse a vida, coisa que os habilidosos irmãos acabaram fazendo.
Os presentes enviados a Aesgard foram: o Gullinburst, o javali dourado de Freir; o Mjoulnir de Thor e o anel Draupnir de Wotan.
É dito que o Draupnir a cada 9 dias goteja outros 9 anéis de igual peso, feitos do mais puro ouro, como o próprio Draupnir.
Em outra Saga da tradição Nórdica, Wileand – também conhecido como Völundr - que foi treinado nas artes da forja e dos segredos dos Dwarfs por Alberich (Regin) e Goldmar, que mataram seu pai o Gigante Vadoso, por não querem perder a riqueza que Wileand estava lhes proporcionando como aprendiz que já havia ultrapassado os dois anões.
Wileand vingou-se dos dois anões e foi embora com um saco contendo jóias para si, e levou consigo um anel mágico que o próprio Mime, da raça dos Nibelungos havia forjado há muito tempo, que causava o poder de desencadear o amor desenfreado pelo usuário do anel, por quem quer que o usuário assim o deseje.
As artes de Mime são bem conhecidas, entre as mesmas a confecção de um objeto que dá ao seu portador a habilidade de ficar invisível, e em verdade o mesmo Alberich citado como mestre de Wileand é aquele que já havia entrado em embate com Mime, tempos antes.
Em verdade, O tesouro Nibelungo e o Anel ao quel está ligado o mesmo, estavam repousando no fundo do rio Reno – o que dá em si já aproximidade com os Burgúndios, como vimos acima - vigiados pelas filhas de Hler e Ran – chamadas de Atlas, as nove mães de Heimdallr.
Este terouro que originalmente era de posse dos Niflungr, possuí um anel terrível como seu centro e vínculo.
Na saga dos Volsungos, há detalhes muito úteis sobre este assunto, citando inclusive o “...Warm...” - Dragão – Fafnir.
Fafnir - ou Fáfnir; Frænir, em nórdico antigo - é o filho do rei anão Hreidmar e irmão de Regin e Ótr.
Ele é um anão com um braço poderoso e uma alma sem medo. Após Ótr ser morto por Loki, o Dward Hreidmar recebe o Andvarinaut como recompensa, um anel poderoso e amaldiçoado.
Fafnir e Regin matam seu pai pelo ouro, mas Fafnir decide tomar posse completa do tesouro e se torna um dragão, afugentando Regin para longe.
Regin envia seu aprendiz Siegfried para matá-lo, e o jovem parte para a toca do inimigo, matando-o e banhando-se em seu sangue, ganhando-se assim invulnerabilidade, exceto por um dos ombros, coberto por uma folha.
Regin então pede a Siegfried o coração de Fafnir, e Siegfried também bebe um pouco do sangue do dragão, ganhando a habilidade de entender a língua dos pássaros.
Os pássaros o alertam para matar Regin, que tramava a morte do jovem.
Siegfried ao matar Regin e salvar-se do que lhe era reservado, passa a consumir o coração do dragão, recebendo o dom da sabedoria em decorrência disso.
Os detalhes abordados acima, somam-se a outros que agora serão aludidos, e cuja soma nos leva a outros patamares.
Analisando a tradição sententrional, veremos que a mesma contém dados que passam despercebidos pela maioria de seus usuários, e mesmo da população que toma contato com a mesma, e em meio a esta encontramos os especialistas em etimologia e história, assim como antropologia e arqueologia, que lidam com a região setentrional, seus povos, costumes e o que veio a gerá-los.
Primeiramente notamos um dado muito interessante, ligado aos Nibelungos, que levanta questões pois não há, diretamente nada indicando o motivo para o desenrolar dos eventos daquela forma.
Fafnir, que na obra de Wagner é citado como um Jotun/Bardas – um Gigante – é igualmente em outros textos também tradicionais, citado como sendo um dos Nibelungos, que são chamados de Anões – Dwarvs – ao assumir o Anel que pertenceu a Andvari, pois o mesmo foi forjado para atrair mais ouro, riquezas e metais valiosos, leva consigo igualmente a maldição de Andvari.
Este texto é Andvarinaut - a oferta de Andvari – e nele vemos que Loki após capturar o anão, jamais usa o anel pois este foi amaldiçoado para matar qualquer um que o use, e decide deixar o anel com o rei que mantém a Wotan e Thor como seus cativos, até o retorno de Loki com “...Um tesouro proporcional a quantidade de cabelos do filho morto de Hreidmar...”.
Este coloca o anel, e o anel gera cobiça em seus outros dois filhos, Fafnir e Regin, que o matam e depois entram em conflito pelo ouro, sendo que Fafnir decide que ficará com tudo, e para tanto convertesse em um Dragão “...Waurms...”, exatamente como o Niddhog da tradição nórdica, que vive dos cadáveres de mortos e das raízes da Yggdrasil/Eomersyl.
Notavelmente o ouro exerce sua presença em várias passagens dentro da tradição nórdica – um povo mercante não poderia ser diferente – e vemos que a guerra entre Ansjus e Wanjus – Aesires e Vanires – ocorre por conta de Gullveig – a Inebriada por Ouro – que demonstra ser a Seidkhona – feiticeira – por Excelência não sendo afetada nem mesmo pelo fogo – o que a torna imune a Muspellheim e a Surtur – pois ela retorna em radiante resplendor da pira onde os Aesires a colocaram, por não suportar mais suas afirmações e palavras, habilmente preparadas para somente citar o desejo por ouro, e causar a guerra em decorrência.
Em outra passagem, já citada acima Loki – mais uma vez, já que foi ele mesmo que matou o filho de Hreidmar – desencadeia a confecção do anel Draupnir, que Wotan usa.
E na balada de Wileand, o Anel de Mimir causa o controle sobre qualquer um que o usuário queira, porém esfriando-lhe o coração em decorrência.
O ouro sendo um símbolo de poder e valor, é freqüentemente associado com utensílios para rituais e práticas dos mais variados tipos, nas mais variadas tradições, tanto por ser raro e caro, sendo um símbolo de poder, quanto por ser incorruptível.
Mas o principal fato que tantas vezes passa despercebido, é que Fafnir – as vezes Jotun as vezes Nibelungo - simplesmente se torna um Dragão, que na tradição Setentrional simplesmente é uma das “...incontáveis serpentes que habitam nos Onze Rios Envenenados, o Elivagar, que brotam de Hvelgermir, em alguns casos citado como Hvelgaldr
Os onze rios associados tradicional com o Élivágar são: o Svöl, o Gunnthrá, o Fjörm, o Fimbulthul, o Slíd, o Hríd, o Sylgr, o Ylgr, o Víd, o Leiptr e o Gjöll - o qual fluí à porta do Hel, e somente pode ser atravessado pela ponte Gjallarbrú, a qual dá acesso ao próprio Hel - embora muitos outros rios adicionais sejam mencionados na Edda.
O Élivágar figura também na origem de Ymir, o primeiro gigante. De acordo com Vafthrúdnismál, Ymir foi formado do veneno que gotejou dos rios, após o contato original do fogo em constante crescimento de Muspelheim, com o frio e gelo intermináveis de Nifhelheim, que se tocaram em meio ao Gnnugagap, o abismo que os separava, o qual foi preenchido pelo veneno, em estado líquido graças ao fogo de Muspelheim.
Já no texto Gylfafinning indica-se que:


“...muitas serpentes estão em Hvergelmir, tais e quais a Nídhögg, e são tantas e tais que nenhuma língua pode contar a quantidade das mesmas...".


Estas serpentes são a fonte do veneno que gerou a Ymir, e justamente é nisto que tanto Fafnir quanto um dos grandes inimigos de Beowulf, vem no final de sua vida enfrentar justamente um waurms, e as condições lidam justamente com a concepção de tesouro, e roubo de uma peça ornamental do mesmo.
Segundo a tradição setentrional, sobre este ponto, é dito que:


“...Cinquenta anos após ser coroado rei, Beowulf necessita livrar seu reino de um dragão que se enfureceu após um servo do reino de Beowulf, tê-lo despertado roubando uma taça de seu tesouro ancestral, guardado sob a terra numa mamoa - um monte funerário feito pelo homem. Beowulf, munido de uma espada e um escudo de ferro, entra na caverna onde se encontra o tesouro e o Worm cuspidor de fogo, diglandiando-se com o mesmo. Wiglaf, o mais fiel dos seus guerreiros, entra na caverna e ajuda o rei a matar a criatura, derrubada por um golpe direto da espada de Beowulf. Esta termina sendo a última aventura do herói, que morre devido às terríveis feridas causadas pelo monstro...”


Em geral estas passagens são tais e quais outros, como a do Anel dos Nibelungos, citando os dragões como seres que cuidam eternamente de seus tesouros, estando tão ligados aos mesmos que ao sumir a menor peça – quanto mais o coração do tesorou como o Anel dos Nibelungos – se enfurecem pois uma coisa e a outra coisa, não podem ser separados.
Contudo o que dá aos anões, que muitas vezes são vistos como seres diferentes dos Swartalfs – Elfos Escuros – e são habitantes de Nidavellir, a moradia subterrânea e fronteiriça ao reino de Hel, a capacitade de virem a se tornar Serpentes Gigantes, Worms, similares ao Niddhog que figura no Ragnarok?
A resposta a isso tanto está na tradição setentrional, como é ocultada pela mesma!
Como pode ser verificado, o termo baugr - ring, círculo ou anel – é adjunto em old norse ao termo hringr - circle , círculo ou roda – e isto torna a ambos muito próximos e sinômimos em verdade de uma palavra que é muito difícil de ser corretamente traduzida no old norse, mas que signigica igualmente “...círculo ou roda...”, ou seja o termo “...hvel...” – em inglês whell - que dá igualmente vínculos com a concepção de “...fonte ou nascente...”.
Associado a isso termos o termo em Old Norse galdr, que é uma palavra a qual deriva de um termo para encantamento ou canto, ou seja o termo “...gala...” - Antigo Alto Alemão e Inglês Antigo: galan - com um sufixo indo-europeu-tro, sendo que no antigo alto alemão, o sufixo “...stro...”, acaba gerando Galster vez.
A decorrência da linguística acaba gerando o termo “...gealdor...”, que no Inglês Antigo vem a ser o termo “...Galdor...” e bem como “...äldre...”, o qual defini "...feitiço, encantamento, bruxaria...", guardando vínculos imediatos com o verbo “...galan...”, significando portanto "...cantar...”.
Relacionadas, portanto com termo “...giellan...”, o verbo ancestral para o termo moderno em inglês para gritar, e também com o “...gala að...” islandês, que é o verbo "...cantar, gritar, gritar...", o qual é o termo “...Gillen...”, da língua holandesa.
Em antigo alemão termo “...galstar...”, e no alto alemão “...Galster...” , o qual siginifica “...canção e encantamento...” – como citado em Konrad von Ammenhausen Schachzabelbuch 167b - sobrevivendo em alemão moderno no termo “...Galsterei, o qual siginifica feitiçaria, assim como em Galsterweib, que siginifica bruxa...”.
Germir implica em “...fervente ou reverberante...”, no sentido de algo que continuamente está atuante ou simplesmente possúi um som estrondoso.
Uma vez que o Veneno que dá poder de Vida, nascido no mundo da Morte da terra da Escuridão ou Neblina, com é o caso de “...Nifhelheim...”, para gerar o primeiro Jotun, Ymir, e sendo os Nibelungos citados como sendo os “...Niflungr...”, cuja tradução simplesmente é “...habitantes de Nifel...”, aqueles que vem de “...Nifheleheim...”, os mesmos não podem ser os mesmos anões que são citados como tendo nascido dos vermes que brotaram do corpo de Ymir - após os Aesires o terem eliminado, na primeira guerra Jotun/Aesir – ou são estes contudo diferenciados em grau de potência, com a habilidade para expandir o uso do veneno dos Waurms de Hvelgermir, dentro de sí mesmos, expondo então sua natureza “...serpentforme...”.
Devemos nos lembrar ainda mais enfaticamente, que o primeiro deus, Buri, estava dentro do veneno congelado de Nifhelheim, e somente foi solto no pós encontro das chamas de fogo expansivo de Muspelheim com Gelo constritivo envenenado de Nifhelheim.
Do centro do Veneno veio Buri – cujo nome é de tradição incerta por vezes aceita como sendo “...Imenso ou Produtor...” - e de Buri veio Bor, o qual desposou Bestla, mãe de Hoenir, Lodur e Wotan, e sendo que a presença do fogo de Muspelheim causou movimento no Veneno que deu a habilidade de locomoção ao mesmo, gerando os rios, que encheram Gnnugagap, e depois que engendraram Ymir, o que nos leva a supor se o poder imenso presente em Buri, em Bor e nos netos de Buri, os Aesires, não lida diretamente com a presença da quantidade deste “...Veneno...” dos “...Waurms...”, que está claramente em atividade conjunta com o fogo de Muspelheim, tanto por haver movimento quanto pela descência materna dos Aesires.
Aplicando a isso o fato de que, segundo a tradição setentrional como foi acima citado no texto Gylfafinning, onde é dito que “...são incontáveis as serpentes que habitam em Hvelgermir e no Elivagar...”, sendo portando a fonte do poder ou veneno das águas dali, as próprias serpentes, que são geradas pela existência de Nifhelheim, sendo os próprios e naturais habitantes da terra da escuridão e por vezes da morte – como é citado em alguns textos, que vêem a Nifhel como o reino de Hella, tendo o Hel simplesmente como sua área capital, e noutros casos sendo o Nifhel o próprio mundo dos mortos subdividido em 9 níveis, tendo sido reservado para os desonrados o Nastrond, onde são literalmente “...fervidos no veneno dos Waurms de Nifhelheim...”.
A conclusão imediata é de que os Niflungr e os Waurms são unicamente um único povo, mas que sua expressão e representação em meio aos muitos textos, de muitos locais diferentes, modificados pela presença da escrita medievalista e presença cristã posteriores, inclusive ideais de cavalaria medieval e concepções por vezes voltadas a concepção da “...serpente bíblica como inimiga da humanidade...”, as quais podem claramente ter desencadeado o Voluspa, como o mesmo foi desenvolvido contendo muitos vícios de apresentação aparentados com a parte do livro dos monoteístas que retrata o suposto “...apocalipse...”.
A junção dos termos “...germir: vibrante, ressonante ou fervente...”, com o termo galdr “...canto, encantamento, canção, feitiço...”, leva diretamente para a percepção do uso da feitiçaria subentendida como um canto contínuo, visto todos os dias, sendo entoado e estando fisicamente presente em algo que o imediatamente simule a concepção de “...fonte, círculo, roda ou mesmo anel...”, no exato sentido de “...fonte reverberante...”, “...círculo reverberante...”, “...anel reverberante...”, “...anel de encantamentos...”, “...anel do galdor...”, “...fonte do galdor...”, “...hvel do encantamento...”.
O que leva a concepção exata dos termos ligados ao tesouro, onde o ouro é tão presente e tão importante, pois o ouro escavado nas entranhas de “...Airtha-Jord-Nerthus...”, a qual nasceu diretamente do corpo de Ymir recém morto, lida com o uso das partes mais sutis, mais ricas, “...mais preciosos...” – parafraseando Golum do Senhor dos Anéis – mais potentemente carregados com a proximidade do Veneno que deu vida a Ymir, e de onde Buri foi liberto “...no tempo antes do tempo...”.
A busca por estes tesouros presente nas atitudes de Heid-Gullveig, e este mesmo ato presente no comportamento dos Anões de Nidavellir, e bem como nos Niflungr, tem como sua força motora oculta e mais nobre, a busca incessante pelo poder inerente de uma ancestralidade que igualmente é fonte para os Aesires, e é um dos dois motivo mais claros para a invulnerabilidade de Gullveig ao fogo – neste caso é categórico o fato de que enquanto houver Nifhelheim, haverá Muspelheim, e o mesmo se dá em sentido contrário, portanto a fonte de poder de um tem exatamente o mesmo potencial destrutivo ou construtivo do outro, mas sem pontos de vínculos entre sí e de polaridades totalmente opostas e irreconciliáveis. O Segundo motivo, para Gulveig ser invulnerável ao fogo, e os próprios Waurms serem citados como Dragões flamejantes, lida com a atividade do fogo no veneno liquefeito do Elivagar e Hvelgermir, fato claramente comprovado pela própria tradição nórdica, que afirma que somente pela atividade do fogo o gotejar da fonte pôde preencer o Gnnugagap, para que daí o veneno desta vez em combinação como fogo, voltasse a congelar e gerasse Ymir, e libertasse Buri, o qual está ligado ao Veneno de Hvelgermir e dos Waurms, até mesmo em maior proporção do que o primeiro gigante.
Os anéis e as artes ligadas aos mesmos, evocam o poder do encantamento da Feitiçaria Galdr, para trazer pela mesmo a potência do Veneno que brota do mundo da Escuridão, a qual é poderosa e por si mesmo tão perigosa quanto mortal, pelas suas próprias qualidade e sua própria natureza original.
Por fim, o último ponto que veio a passar despercebido pela maioria tanto do público quanto dos praticantes ou especialistas em tradição nórdica, foi a região onde os Burgúndios residíam, Worms.
Worms, originalmente um assentamento celta, tomado pelos burgúndios, é uma cidade da região de renânia-palatinado na Alemanha, e se localiza sobre o rio Reno, sendo que figura em uma disputa com as cidades de Trier e Cologne, acerca do título de "...cidade mais antiga da Alemanha...", e é a única cidade alemã a tomar parte na organização mais antiga da rede de cidades da Europa.
Entre outros atos dos burgúndios ao se assentarem em Worms, foram deixados três códigos legais, que estão entre os mais antigos das tribos germânicas.
O Liber Consitutionum sive Lex Gundobada (O Livro da Constituição Segundo a Lei de Gundobad), também conhecida como Lex Burgundionum, ou mais simplesmente “...Lex Gundobada ou ainda Liber...”, o qual foi lançado em várias partes entre 483 e 516, principalmente por Gundobad, mas também por seu filho, “...Sigismund...”.
Particularmente, o Liber copiou a “...Lex Romana Visigothorum...” e influenciou o posterior Lex Ribuaria. O Liber é uma das fontes primárias da vida burgúndia daquela época, e também da história de seus reis.
Esta “...Lex Romana Visigothorum...”, simplesmente é o Código de Leis craido pelos Visigodos, que influenciaram aos Burgúndios – como foi citado no início deste texto – tanto sua vinda para o que depois veio a ser conhecido como “...Gothland...” – região tanto da Espanha quanto do Norte de Portugal – como também com a intensa troca de pessoas e presença de suevos, vândalos e outros povos germânicos, com os visigodos e burgúndios, durante a Völkerwanderung - migrações dos povos bárbaros.
A região que os Burgúndios tomaram para si mesmos como sua terra e capital, Worms, tem um ponto original em comum com uma língua que influênciou a tantos povos, sendo a língua usada por Hunos, e estando fincada em várias palavras do português e espanhol – como é o caso do termo Awa e Awo, Avô e Avó, abuelo e abuela, que é o termo em old norse Edda, inclusive.
Em meio a língua dos Visigodos, o Gothico, encontramos a raíz original para a palavra Worm, no termo Waurms – sendo que em Góthico a junção de das letras “a” e “u”, geram o som “o” – o que inclusive aproxima a região dos Burgúndios, da lenda do anel e do tesouro protegidos por Fafnir, o Waurms, e por fim notamos também que “...Sigsmund...”, rei burgúndio que compilou o Lex Romana Visigothorum, para terminar de compor o “...Liber...” de seu povo, tem exatamente o mesmo nome do pai de “...Siegfried...”.
Uma vez que a tradição não pode ser separa de um povo, sendo o sustentáculo que os move principalmente em tempos difíceis, como a migração para outra terra, constantes batalhas – com os hunos e outros por exemplo, o que levou a uma aliança entre os burgúndios com os hunos, inclusive – sendo a língua dos hunos o gótico dos visigodos, estando portanto completamente influenciada pelo povo godo, podemos com razoável tranquilidade verificar que as lendas daquele povo, e as tradições orais dali, sobreviveram vinculadas a alterações medievais – como exposto acima – tendo como seu emblema a “...Terra dos Waurms...”, o Rei que codificou suas leis, e a temática do “...Galdr...”, passado nas lendas que veio a moldá-las, a tal ponto potente que Wagner pôde então convertê-las em ópera que mantê-las presentes nas vidas do público alvo da própria tradição oral oculta, público este que ainda viria, o qual está despertando somente nos tempos atuais.
Um abraço a todos.

Áistan Falkar.
Clã Falkar.

Witubini um abraço a todosjah Mahts.

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